A gourmetização esportiva extrema

A semana se iniciou com a notícia da criação da Superliga Europeia.

Nada mais é do que a gourmetização extrema de um grupo já bastante abastado que agora se viu no direito de se isolarem em uma redoma de privilégios e nenhum respeito ao espírito competitivo.

Clubes de tradição e alguns dos novos ricos decidiram entre si, abrir mão de suas origens, do respeito a seu torcedor e o caminho percorrido para serem o que são hoje para conseguir a maior renda possível para dividir no menor número possível de interessados.

Doze grandes clubes da Europa anunciam a criação da Superliga em comunicado  | futebol internacional | ge

Não há como ver graça em um torneio onde todos os anos, quinze dos vinte participantes serão os mesmos.

Não haverá uma disputa desportiva para se chegar à conquista de uma vaga, não haverá mérito para estar naquele posto.

Sim, todos sabem que o que move o esporte atualmente é o dinheiro. Mas, buscando enxergar além do lado financeiro, as pessoas por trás dessa “bolha” deviam trazer à superfície a essência que move o esporte: A disputa, o merecimento e o reconhecimento do esforço feito para se alcançar os melhores resultados.

Caso fosse esses doze clube fundadores sempre figurarem como classificados para a fase eliminatória da Champions League, até teria um fundo de razão.

Mas não e o caso. Já tem algum tempo que Arsenal e Milan vivem dias de campanhas medianas em seus campeonatos nacionais, passando longe de um resultado que o credenciasse a uma vaga na maior competição do continente.

Essa elitização esportiva serve apenas para encher de dinheiro aqueles que já são muito mais favorecidos financeiramente do que os demais que, temporada após temporada, se reinventam e impressionam com suas estratégias esportivas para alcançar a glória esportiva e conquistar o seu direito de figurar entre os grandes.

A Superliga Europeia é apenas um reflexo da atual sociedade. Não há união, tampouco um movimento de se melhorar o cenário para o coletivo, sendo que se olha unicamente para o ganho próprio sem se importar com os demais.