Uma derrota pessoal antecipada

Napoli e Roma se enfrentam em instantes no sul da Itália.

Este será o primeiro jogo da equipe napolitana pela liga nacional após a morte do maior ídolo do clube, Diego Maradona.

É uma partida especial, que carrega para os partenopei um misto de dor, orgulho, luto e gana.

Seria um jogo que eu assistiria observando a postura da equipe da casa frente a esse seu difícil compromisso.

The King of Naples

No entanto, ver a partida perdeu o encanto.

Durante toda semana, marcada pela morte do ídolo argentino, vi vários comentários maldosos, palavras de ódio e desrespeito, pela pessoa que partiu, pelo clube que ele defendeu e principalmente, pelo povo napolitano.

Pior ainda é ver essa postura, fria e cruel, ecoando no meio em que eu sentia bem, confortável.

O jogo e o que ele representa perde a importância para mim ao ver esse tipo de comportamento.

Não ter o respeito por uma pessoa, por um adversário, por um povo, não corresponde aos princípios que levo para minha vida. E o esporte, área bastante sensível para mim, não poderia ficar de fora.

A disputa de um jogo me trouxe mais um aprendizado. Infelizmente, a lição veio de uma forma indesejada. Afinal, nem aquele lugar especial, que me sentia em casa, está livre de todo o ódio e desrespeito para com o próximo.

A Roma pode até sair com a vitória de dentro do campo, mas o comportamento e a postura de seu torcedor frente ao luto do adversário vale muito mais que aqueles três pontos.