Na Alemanha, o favorito é o visitante

O retorno do futebol na Europa tem deixado evidente uma nova realidade: o time mandante de uma partida já não é o favorito.

O Campeonato Alemão, primeiro torneio a retornar entres as grandes ligas da Europa é a maior prova desse fato.

Desde a sua volta, em 16 de maio, seis rodadas da Bundesliga foram disputas. Com isso, tem-se a realização de 54 jogos.

Destes, o clube visitante saiu com a vitória em 27 oportunidades, correspondendo exatamente a 50% das partidas.

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Ausência da torcida local se tornou grande aliada dos clubes visitantes na Alemanha. Crédito: Marca

Em 16 jogos os encontros terminaram empatados (29,63%) e somente em 11 jogos é que o time da casa saiu com a vitória. Ou seja, o então favorito na disputa das partidas possui um rendimento de apenas 20,37% quando joga em seus domínios .

Com isso, o “novo normal” do mundo do futebol tem se mostrado bem diferente daquele conhecido pelos torcedores.

Sem dúvidas, a ausência da torcida nos estádios interfere diretamente no desempenho do clube dentro de seu estádio.

Jogar em casa agora se tornou um problema ao clube mandante. O estádio do adversário virou o novo “point” para o visitante acumular suas vitórias.

O início do futebol pós-pandemia mostra que a presença, o apoio e a pressão da torcida do clube local durante os 90 minutos tem uma imensa importância na busca da equipe pelos três pontos.

Se a situação continuar assim, provavelmente os clubes queiram futuramente realizar suas partidas em algum campo neutro.

Somente com a volta da torcida aos estádios é que as equipes terão também a volta do favoritismo que até então detinham ao atuar em seus domínios. Aposto que os clubes não vêem a hora.

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Grandes clássicos do futebol mundial – Escócia

O futebol escocês não é conhecido por sua plasticidade, belas jogadas e talentosos jogadores.

Com um jogo mais físico, característico pelas inúmeras bolas aéreas o esporte no país traz consigo a essência do futebol praticado no final do século XIX.

Em meio a essa cenário distante do “futebol arte”, na cidade de Glasgow reside a rivalidade entre Celtic e Rangers, principais clubes do país e que há mais de 130 anos se enfrentam. Conheça o Old Firm.

Origens

Fundado em 1º de fevereiro de 1872 pelos irmãos Moses e Peter McNeil, e Peter Campbell e William McBeath, o Rangers é membro do grupo dos onze clubes que ajudaram a fundar a Associação Escocesa de futebol (1873), a segunda mais antiga do mundo, perdendo apenas para a Inglesa.

rangers

 

Do outro lado está o Celtic. Fundado em 1888 por Walfrid Kerins, o clube foi criado inicialmente como projeto de caridade visando aliviar a pobreza que existia na região leste da cidade de Glasgow.

Celtic_FC_logo

 

No entanto, as diferenças entre as equipes se estendem para outras questões.

RELIGIÃO

Um dos pontos que marca a rivalidade entre esses clubes é uma questão presente em várias das rivalidades entre clubes: a religião.

O Rangers é conhecido por ser um clube cuja maior parte de sua torcida tem para si a religião protestante.

Já o seu rival, tem uma sólida base de fãs que adotam a religião católica.

Um estudo realizado na cidade de Glasgow apontou que 65% dos torcedores do Rangers se identificam com o protestantismo, enquanto apenas 2% se declarou católico.

Ouvidos os torcedores do Celtic, 74% diz se identificar como católicos enquanto 10% se diz protestante.

Inicialmente, a divisão religiosa não se limitava somente às arquibancadas. Durante vários anos somente jogadores católicos eram aceitos no Celtic, assim como o Rangers somente possuía em seu elenco atletas protestantes.

Essa barreira durou até o ano de 1989, quando o Rangers anunciou a contratação de Maurice Thomas Johnson, católico e ex-jogador do Celtic.

POLÍTICA

Outro fator que eleva ainda mais os ânimos do Old Firm é a política.

Os torcedores do Celtic têm ideais socialistas e separatistas, defendendo a saída da Escócia do Reino Unido, Com isso, sua torcida também é reforçada pelo apoio de torcedores irlandeses. A casa da equipe, o Celtic Park, inclusive é decorada com as bandeiras do país vizinho durante os jogos.

“Eles penduraram a bandeira de guerra” – Crédito: Goal

Na contramão, os que torcem pelo Rangers seguem uma visão política conservadora e nacionalista, defendendo a permanência do país no Estado britânico. A exemplo de seu rival, os torcedores levam até o Ibrox Stadium bandeiras do Reino Unido e também da Irlanda do Norte.

Créditos: Football Scotland

TÍTULOS

Como esperado, os clubes são os maiores campeões nacionais.

O Rangers tem o maior número de títulos, já tendo se sagrado campeão nacional 54 vezes. Além disso, o clube ainda é dono de 33 taças da Copa da Escócia além de 27 títulos da Copa da Liga Escocesa.

Já no cenário continental, o clube venceu a extinta UEFA Cup Winners’ Cup na temporada 1971/1972, derrotando o Dynamo Moscow.

Créditos: The Guardian

O Celtic, apesar de amplo domínio nas últimas temporadas, ainda está atrás de seu rival nos campeonatos nacionais. Até o momento, o clube reúne 51 títulos do Campeonato Escocês. A equipe também soma 39 títulos de Copas da Escócia e 19 conquistas de Copas da Liga Escocesa.

No entanto, a equipe de Glasgow atingiu um feito maior do aquele de seu rival no âmbito continental. Na temporada 1966/1967, o Celtic sagrou-se campeão da Copa Europeia, atual UEFA Champions League vencendo a Internazionale de Milão na final do torneio.

Créditos: Betfair Betting

CONFRONTOS

Em mais de 130 anos de rivalidade, são 420 partidas realizadas somando todas as competições oficiais.

O Rangers leva vantagem no confronto, tendo saído vencedor do campo em 162 oportunidades, contra 159 do Celtic. Além disso foram 99 empates.

Créditos: The Herald

As maiores vitórias do Rangers sobre seu maior rival aconteceram ainda no século retrasado, quando em 2 de setembro de 1893 e em 1º de janeiro de 1894 a equipe goleou o Celtic por 5 a 0

Crédtios: Paddy Power News

Pelo lado do Celtic, a maior vitória foi por um placar mais elástico. Em 19 de outubro de 1957, a equipe massacrou o Rangers por 7 a 1 em partida válida pela Copa da Liga.

Sem dúvidas, com tantos ingredientes para enriquecer tamanha história, o Old Firm, sem dúvidas, deve ser considerado como um dos maiores clássicos do futebol mundial.

 

 

Grandes clássicos do futebol mundial – Grécia

Ao pensarmos em Grécia, a primeira coisa que vem em nossa mente são nomes como Platão, Sócrates e Aristóteles, grandes pensadores que no colégio foram temas nas aulas de filosofia.

No entanto, além de importantes questionamentos filosóficos, a Grécia também abriga uma das mais intensas rivalidades do futebol mundial.

Conheça um pouco do que cerca os jogos entre Olympiacos e Panathinaikos, o clássico que deixa Atenas “em chamas”, cujo encontro é mais conhecido por “Derby dos Eternos Inimigos”.

Origens

O Panathinaikos nasceu em 1908, representando os integrantes das classes econômicas mais elevadas, tendo suas raízes fincadas na área central da polis.  Seu nome pode ser traduzido como “De Toda Atenas”.

panathinaikos

Por sua vez, o Olympiacos teve sua origem no ano de 1925 na região portuária de Atenas, em Pireu. O clube tem como base de sua história os trabalhadores das docas e fábricas localizados naquela área.

Olympiacos_FC_logo

A partir deste contraste socioeconômico, nasce a rivalidade entre os eternos inimigos.

 Duelos e títulos

O primeiro encontro entre as equipes já ficou marcado pelo placar. O Panathinaikos não tomou conhecimento do rival, impondo uma impiedosa goleada de 8 a 2 em 1º de junho de 1930.

O troco foi dado pelo Olympiacos em 13 de novembro de 1932, quando a equipe venceu seu maior rival pelo placar de 6 a 1, fora de casa.

Quando computados todos os encontros entre os clubes, o Olympiacos leva larga vantagem no histórico.

O clube de Pireu soma 82 vitórias contra 50 dos rivais de Atenas. Além disso, em 69 oportunidades os times saíram de campo com o empate.

Em termos de conquistas, o “clube operário” está muito à frente de seu rival, tendo o clube vencido o campeonato nacional 44 vezes, somando ainda 27 títulos da Copa da Grécia além de quatro conquistas da Supercopa da Grécia.

Por sua vez, o Panathinaikos tem em sua história 20 títulos do Campeonato Greco, 18 troféus da Copa da Grécia, além de três conquistas de Supercopa nacional.

Ainda que esteja atrás de seu “inimigo” nas conquistas nacionais, a equipe alcançou maior destaque no cenário internacional.

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Tensão dentro e fora de campo. Crédito: Reuters

O Panathinaikos conseguiu chegar à decisão da Copa dos Campeões da Europa (Atual Liga dos Campeões) em 1971, onde acabou derrotado pelo Ajax.

Além disso, em duas oportunidades o clube alcançou as semifinais: Em 1986, sendo derrotado pelo Liverpool e em 1995, superado novamente pelo Ajax.

Rivalidade além do futebol

O nível de rivalidade entre seus torcedores é tão intenso que os confrontos não se limitam apenas às partidas de futebol.

Tanto Olympiacos, quanto Panathinaikos disputam outras modalidades esportivas, sendo o basquete outro grande “ponto de encontro” entre seus torcedores.

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Clima no ginásio durante partida entre os clubes. Crédito: Euroleaguejam 

O choque entre as torcidas tem se intensificado com o passar dos anos, sendo motivo de medidas radicais por parte da segurança pública do país.

A Grécia ainda é o cenário para a atuação dos hooligans, o que traz consigo mais apreensão e violência em dias de clássico.

Em 29 de março de 2007, a situação chegou ao limite após a morte de Mihalis Filopoulos, então com 22 anos e que era torcedor Panathinaikos, esfaqueado até a morte em na cidade de Paiania.

Naquele dia estava previsto para acontecer um jogo de vôlei feminino entre Olympiacos e Panathinaikos e seus torcedores haviam combinado previamente um confronto antes da realização da partida. 

Após esse episódio, o governo grego suspendeu todos os eventos esportivos no país durante duas semanas e realizou uma grande investigação policial.

Mesmo sendo considerada o berço da sociedade moderna, a Grécia ainda tem em seu principal clássico no futebol aspectos bastante primitivos.

A cada confronto, os torcedores trazem à Atenas toda a sua animosidade, incendiando toda a cidade com a disputa da “Mãe de Todas as Batalhas”, transformando o jogo em uma legítima epopeia.

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Grandes clássicos do futebol mundial -Alemanha

O torcedor de um clube de futebol vive e respira seu time, mas intensifica a paixão pelo jogo quando a sua equipe entra em campo contra o grande rival.

Em vários países, “o clássico” é encarado como principal evento do dia, mobilizando diversas pessoas e setores locais.

Entre a torcida, o clássico pode ser visto até como mais importante que o campeonato em si, afinal, vencer o maior rival sempre tem um sabor especial.

Inaugurando esse quadro, vamos até a Alemanha, onde como você verá a seguir, a atmosfera que envolve esse encontro vai muito além das quatro linhas.

Borussia Dortmund x Schalke 04 

Não, o principal e mais acirrado clássico da Alemanha não envolve o poderoso Bayern de Munique!

O Revierderby tem como protagonistas Borussia Dortmund e Schalke 04.

Apesar de estarem localizados em diferentes cidades, os 35 km que separam as equipes se mostram insuficientes para diminuir a rivalidade, servindo, na verdade, para aumentar ainda mais os ânimos na região do Ruhr.

Isso se deve, entre outros motivos, pelo fato da cidade de Dortmund, lar do Borussia e Gelsenkirchen, casa do Schalke, não possuírem nelas outros grandes clubes sediados.

A rivalidade entre eles, como em muitos casos, tem suas raízes na religião e na política.

O Dortmund foi fundado por um grupo de cristãos, enquanto o Schalke teve sua fundação por meio de protestantes.

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Crédito: Goal

A equipe do Schalke por muito tempo foi uma das principais forças do futebol alemão, servindo como instrumento para Adolf Hitler e seu nacionalismo, atrelando sua imagem à do clube.

Do outro lado, o Borussia sempre foi figura opositora àquele movimento, tendo sofrido retaliações por seu posicionamento. Durante os anos da Segunda Guerra, inclusive, dirigentes do clube foram fuzilados por pregarem o antinazismo.

As equipes já se enfrentaram em 156 ocasiões, sendo a primeira delas em 03 de maio de 1925. O duelo inaugural teve a vitória do Schalke pelo placar de 4 a 2.

O time azul royal de Gelsenkirchen leva vantagem no histórico de embates: São 60 vitórias do Schalke contra 53 do Borussia, além de 43 empates.

Entre tantos jogos que marcaram essa rivalidade, destacam-se a impiedosa goleada de 10 a 0 que o Schalke impôs ao seu rival em 20 de outubro de 1940 e o troco dado pelos aurignegros 26 anos depois, quando em 26 de fevereiro de 1966, o Borussia goleou pelo placar de 7 a 0.

Entre os feitos curiosos está o gol do Schalke 04 marcado nos acréscimos da partida pelo goleiro alemão Jens Lehmann, no derby disputado em 19 de dezembro de 1997 que decretou o empate em 2 a 2.

Com relação a títulos, há equilíbrio entre os clubes. O Schalke foi campeão alemão sete vezes e o Dortmund oito. Além disso, a equipe azul possui cinco títulos da Copa da Alemanha contra quatro da equipe aurinegra.

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Para seus torcedores, o sentimento vai além do ódio.  Crédito: Ultras-Tifo

Entre os jogadores que vestiram ambas camisas edestaca-se o brasileiro Felipe Santana, que em 2013 trocou o Borussia pelo Schalke, o que na época acirrou ainda mais os ânimos pelos lados do Vale do Ruhr.

Com uma história tão rica e com tamanho equilíbrio e rivalidade, não é à toa que o Revierderby é conhecido na Alemanha como a “Mãe de todos os derbies”.

 

Botucatu e seus anos no futebol profissional

A cidade de Botucatu já esteve no mapa do futebol profissional do estado de São Paulo.

Durante os anos 1950 e 1960, o município viveu seu auge, tendo duas equipes figurando nas principais divisões do Campeonato Paulista.

Com campanhas de destaque e uma intensa rivalidade, a Associação Atlética Botucatuense e a Associação Atlética Ferroviária escreveram o nome da cidade na história do futebol profissional.

Associação Atlética Botucatuense

Fundada em 21 de abril de 1918 por Floriano Nunes, Antônio Saleme, José Nicoletti, Mário Torre, Acácio Pinto Costa, Michel Audi e Gamaliel  de Almeida, a Botucatuense é o clube mais antigo da cidade.

Também conhecida por Veterana, o clube tem sua sede localizada na área central da cidade, e sua equipe de futebol disputava seus jogos no antigo estádio Antonio Delmanto, do qual hoje restam apenas parte de sua arquibancada.

Durante 10 anos sua equipe de futebol esteve na disputa das divisões de acesso do Campeonato Paulista.

A AAB chegou para a disputa da terceira divisão pela primeira vez em 1954, tendo ainda marcado presença na edição do ano seguinte.

Em 1957 a equipe chegou ao seu ponto de maior destaque, estreando na segunda divisão do Campeonato Paulista, competição onde se manteve durante três anos.

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Em pé: Osvaldo Carrapicho,Tide, Friaça, Tisnau, Cigano e Sílvio. Agachados: Pulga, João Preto, Jonas, Nézio e Souzinha. Crédito: AAB

A Veterana voltou a disputar a terceira divisão em 1960 e ali permaneceu até o ano de 1964.

Associação Atlética Ferroviária

Fundada em 03 de maio 1939, a Ferroviária nasceu a partir da iniciativa de Manoel da Silva e Lúcio de Oliveira Lima, funcionários da seção de almoxarifado do depósito de locomotivas da Estrada de Ferro Sorocabana.

A equipe foi formada visando ter em seu elenco os melhores ferroviários da companhia férrea e iniciou suas atividades em um terreno baldio, conhecido como “Brejão”.

Ali, mais tarde, seria inaugurado o estádio Acrísio Paes Cruz, e onde também o clube construiria toda a sua estrutura.

Dessa maneira, a Ferroviária ficaria conhecida como a Gigante da Baixada.

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Em pé: Adésio, Carlito, Pando, João, Ovidio e Paulo Silva.
Abaixados: Passarinho, Nivaldo, Wilson Bauru, Celsinho e Vicente Chirinéa (Pulga). Créditos: Zé Airton (Matando no peito)

Apesar de ser uma equipe mais jovem, a Ferroviária teve mais participações nos campeonatos profissionais do estado e campanhas de maior destaque.

A equipe soma três participações na Terceira Divisão do Campeonato Paulista (1954, 1955 e 1960), além de dezesseis aparições na Segunda Divisão ( 1948, 1949, 1950, 1951, 1952, 1956, 1957, 1958, 1959, 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1966 e 1967).

Rivalidade local

Com duas equipes na disputa de torneios profissionais, a rivalidade local, que já se mostrava intensa em competições amadoras, cresceu ainda mais.

A Veterana concentrava grande parte de sua torcida na região central de Botucatu, enquanto a Ferroviária tinha a região da Vila dos Lavradores, popular “Bairro” como coração de sua torcida.

Em semana de jogo entre AAB e AAF os ânimos de torcida e jogadores se intensificavam. Prova disso é partida realizada em 12/12/1942, que ficou marcada por uma pancadaria generalizada entre jogadores, com a torcida invadindo o gramado, conforme relatado pelo jornalista José Nicoletti.

Durante três anos, Botucatu teve suas duas equipes na divisão de acesso à elite do futebol estadual.

No ano de 1957, o torneio contava com equipes conhecidas até os dias de hoje, como Bragantino, São Bento, Paulista e Inter de Limeira.

Já no campeonato de 1959, ao fim de sua primeira fase, a tabela contava com a seguinte classificação:

Série “Paulo Machado de Carvalho – 1959

Time      Pts

1             Corinthians-PP 25 pontos

2             São Bento        23 pontos

3             Tupã      22 pontos

4             Prudentina         22 pontos

5             Oswaldo Cruz    19 pontos

6             Rio Preto             17 pontos

7             Garça    16 pontos

8             Botucatuense   15 pontos

9             Ferroviária (Botucatu)   12 pontos

10           Ferroviária (Assis)           9 pontos

 Fim da era profissional

Durante a década de 1960 as equipes foram perdendo sua força para se manter no futebol profissional, deixando de figurar nas competições estaduais.

Atualmente ambos clubes contam com uma grande estrutura em suas sedes sociais, disponibilizando para seus associados as mais variadas opções de esportes e lazer.

O futebol hoje é direcionado para a formação de jogadores com aulas para os jovens interessados, sendo que os adultos representam as cores dos clubes em torneios municipais e em campeonatos internos realizados em suas dependências.

Em 2011, após anos de total ausência de notícias sobre o futebol profissional, foi anunciada a fundação do Clube Atlético Botucatu.

CAB

A equipe chegou a disputar dois amistosos, um contra o XV de Jaú, no qual foi derrotado por 2 a 1 e outro contra o Noroeste, no qual não houve vencedor (0 a 0).

cab noroeste
CAB em partida contra o Noroeste. Crédito: Cleber Novelli

No entanto, ante a falta de recursos para arcar com os custos junto à Federação Paulista de Futebol, a equipe atualmente está voltada para as categorias de base e realização de projetos sociais, tendo o sonho da volta da cidade ao profissionalismo sido adiado para um futuro ainda incerto.

Ainda assim, Botucatu, com sua Veterana e sua Gigante da Baixada, ajudou a escrever a história do futebol paulista em uma época que as equipes da interior eram fortes e exigiam dos clubes ditos grandes em cada partida disputada.

Campeonato Italiano: Conheça um pouco da história e seus campeões

O Campeonato Italiano é um dos mais queridos e assistidos no Brasil.

A exemplo de outras ligas da Europa, a disputa na Itália vive atualmente do domínio de somente uma equipe.

No entanto, outros clubes já conseguiram atingir a glória máxima no Calcio da Bota.

Primeiros anos:

A primeira edição foi disputada no ano de 1898 e seguiu de forma regionalizada até 1929, tendo sofrida inúmeras alterações em sua fórmula de disputa durante este período.

As edições iniciais do campeonato tiveram o domínio da equipe do Genoa, clube mais antigo ainda em atividade na Itália.

Il Grifone, como são conhecidos, venceram cinco das primeiras seis edições.

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Genoa foi o primeiro campeão italiano. Crédito: Mondiali.it

Entre os anos de 1908 e 1915, o Pro Vercelli viveu seu auge, conquistando cinco taças em oito edições.

A exemplo de outras ligas, o campeonato italiano não foi disputado entre 1916 e 1919 devido à Primeira Guerra Mundial.

Início da Série A

O formato atual do torneio teve início na temporada 1929/1930, e seus primeiros anos de disputa coincidem com a ascensão de um famoso clube de Turim, a Juventus.

Ao lado de Bologna e Inter de Milão (anteriormente chamada Ambrosiana), as equipes dominaram o torneio até sua paralisação devido à Segunda Guerra Mundial.

Durante esse período, a Itália teve campeonatos regionalizados, e não uma liga nacional.

Pós Segunda Guerra

Nos primeiros anos com a bola voltando a rolar nos campos do país, a Itália via nascer uma provável hegemonia no esporte.

Campeão por quatro nos seguidos, o Torino se apresentava como o clube a ser batido no país, mas seu domínio no campeonato foi tragicamente encerrado devido à Tragédia de Superga, que pôs fim ao reinado do Gran Toro.

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Última partida do Gran Toro. Crédito: Toro News

De lá pra cá, a Juventus voltou a dominar o futebol do país, com Milan e Inter de Milão vencendo campeonatos em determinadas épocas.

Fora os três clubes do norte do país, poucas foram as equipes que conseguiram alcançar a glória máxima do Calcio desde então.

A última equipe que conseguiu quebrar a hegemonia destes clubes foi a Roma, na já distante temporada 2000/2001.

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Roma foi a última equipe, além de Juventus, Milan e Inter  a conquistar o Scudetto. Crédito: Trivela

Confira todos os campeões da Itália

1898 – Genoa

1899 – Genoa

1900 – Genoa

1901 – Milan

1902 – Genoa

1903 – Genoa

1904 – Genoa

1905 – Juventus

1906 – Milan

1907 – Milan

1908 – Pro Vercelli

1909 – Pro Vercelli

1909/10 – Internazionale

1910/11 – Pro Vercelli

1911/12 – Pro Vercelli

1912/13 – Pro Vercelli

1913/14 – Casale

1914/15 – Genoa

1916 – Cancelado (Primeira Guerra Mundial)

1917 – Cancelado (Primeira Guerra Mundial)

1918 – Cancelado (Primeira Guerra Mundial)

1919/20 – Internazionale

1920/21 – Pro Vercelli

1921/22 – Pro Vercelli  (C.C.I) Novese  (F.I.G.C)

1922/23 – Genoa

1923/24 – Genoa

1924/25 – Bologna

1925/26 – Juventus

1926/27 – Sem campeão (Título Torino revogado)

1927/28 – Torino

1928/29 – Bologna

Série A

1929/30 – Ambrosiana-Inter

1930/31 – Juventus

1931/32 – Juventus

1932/33 – Juventus

1933/34 – Juventus

1934/35 – Juventus

1935/36 – Bologna

1936/37 – Bologna

1937/38 – Ambrosiana-Inter

1938/39 – Bologna

1939/40 – Ambrosiana-Inter

1940/41 – Bologna

1941/42 – Roma

1942/43 – Torino

1943/44 – Ligas Regionalizadas em razão da Segunda Guerra Mundial

1944/45 – Ligas Regionalizadas em razão da Segunda Guerra Mundial

1945/46 – Torino

1946/47 – Torino

1947/48 – Torino

1948/49 – Torino

1949/50 – Juventus

1950/51 – Milan

1951/52 – Juventus

1952/53 – Internazionale

1953/54 – Internazionale

1954/55 – Milan

1955/56 – Fiorentina

1956/57 – Milan

1957/58 – Juventus

1958/59 – Milan

1959/60 – Juventus

1960/61 – Juventus

1961/62 – Milan

1962/63 – Internazionale

1963/64 – Bologna

1964/65 – Internazionale

1965/66 – Internazionale

1966/67 – Juventus

1967/68 – Milan

1968/69 – Fiorentina

1969/70 – Cagliari

1970/71 – Internazionale

1971/72 – Juventus

1972/73 – Juventus

1973/74 – Lazio

1974/75 – Juventus

1975/76 – Torino

1976/77 – Juventus

1977/78 – Juventus

1978/79 – Milan

1979/80 – Internazionale

1980/81 – Juventus

1981/82 – Juventus

1982/83 – Roma

1983/84 – Juventus

1984/85 – Hellas Verona

1985/86 – Juventus

1986/87 – Napoli

1987/88 – Milan

1988/89 – Internazionale

1989/90 – Napoli

1990/91 – Sampdoria

1991/92 – Milan

1992/93 – Milan

1993/94 – Milan

1994/95 – Juventus

1995/96 – Milan

1996/97 – Juventus

1997/98 – Juventus

1998/99 – Milan

1999/00 – Lazio

2000/01 – Roma

2001/02 – Juventus

2002/03 – Juventus

2003/04 – Milan

2004/05 – Sem campeão (Título da Juventus revogado)

2005/06 – Internazionale (Título da Juventus revogado)

2006/07 – Internazionale

2007/08 – Internazionale

2008/09 – Internazionale

2009/10 – Internazionale

2010/11 – Milan

2011/12 – Juventus

2012/13 – Juventus

2013/14 – Juventus

2014/15 – Juventus

2015/16 – Juventus

2016/17 – Juventus

2017/18 – Juventus

2018/19 – Juventus

Títulos por clube

Juventus: 35*

Milan: 18

Internazionale: 18

Genoa: 9

Torino: 7

Bologna: 7

Pro Vercelli: 7

Roma: 3

Napoli: 2

Lazio: 2

Fiorentina: 2

Cagliari: 1

Casale: 1

Novese: 1

Hellas Verona: 1

Sampdoria: 1

Jogadores com mais partidas na Serie A:

1) Paolo Maldini, atuando entre 1984 e 2009 defendendo o Milan: 647 jogos;

1) Gianluigi Buffon, em atividade, defendendo Parma e Juventus: 647 jogos;

3) Francesco Totti, atuando entre 1992 e 2017 defendendo a Roma: 618 jogos.

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Embora estejam empatados no número de jogos, o goleiro da Juventus ainda pode superar o ex-defensor do Milan. Crédito: Trivela

 

Maiores artilheiros da Serie A

1) Silvio Piola, atuando entre 1929 e 1954, defendendo Pro Vercelli, Lazio, Juventus e Novara: 274 gols

2) Francesco Totti, atuando entre 1992 e 2017, defendendo a Roma: 250 gols

3) Gunnar Nordahl, atuando entre 1949 e 1958, defendendo Milan e Roma: 225 gols

CALCIO: UNA ROVESCIATA E GOL INFINITI, 100 ANNI DI PIOLA / SPECIALE
O maior artilheiro do Campeonato Italiano. Crédito: Ansa

Curiosidades:

  • Em sua atual forma de disputa, o Campeonato Italiano já contou com diferentes números de participantes, tendo realizado edições com 16 e 18 equipes, sendo que desde 2004/2005 o torneio conta com 20 clubes.
  • A Internazionale é o clube com mais participações na competição: 88
  • A Roma detém o recorde de vitórias consecutivas em um início de campeonato: 10
  • Gianluigi Buffon é o jogador com mais títulos: 9
  • A maior goleada de um mandante na competição aconteceu na temporada 1947/1948: Torino 10 x 0 Alessandria;
  • A maior goleada de um visitante na competição aconteceu na temporada 1954/1955: Genoa 0 x 8 Milan.
  • A Juventus perdeu dois de seus títulos (200/2005 e 2005/2006) por conta do esquema de manipulação de resultados na Itália que ficou conhecido como Calciopoli.

Cervejas para provar durante o inverno

A chegada do inverno faz com que as pessoas mudem seus hábitos. Se em tempos de calor pensamos em tomar aquela cerveja gelada e refrescante, a famosa “canela de pedreiro”, na estação mais fria do ano o nosso corpo e nosso paladar pedem por algo mais forte, reconfortante.

Sentimos fome com mais frequência e pratos quentes e “pesados” ajudam nosso corpo a se manter aquecido durante essa época.

Contudo, o que bebemos durante o tempo frio também muda, tudo isso para acompanhar a alimentação reforçada necessária em nosso organismo.

Muitos abandonam sua “cervejinha” e passam a tomar um vinho, por exemplo.

Mas, e se você apenas mudasse para um estilo de cerveja mais adequado para a estação?

Existe uma grande variedade de estilos de cerveja para se tomar no inverno. Elas são mais encorpadas, de alta fermentação e com um teor alcoólico mais elevado.

Sendo bebidas para se tomar em dias mais frios, não é necessário, muito menos recomendável que se sirva elas “trincando”.

A temperatura para se apreciar esses estilos pode variar de 7 até 18º C. Nessas condições, você poderá sentir todas as peculiaridades no aroma e sabor presentes em cada um deles.

Entre as Escolas Cervejeiras, separei alguns estilos altamente recomendáveis para se deliciar com esse clima de inverno.

Escola Alemã

Bock

Estilo clássico, cuja tradução literal é “bode”. Apresenta coloração marrom, e sua produção é marcada por altas cargas de malte. Possui amargor mediano e teor que varia entre 5 e 6%.  Vale dizer que esse estilo possui derivados mais fortes, como a Doppelbock e a Eisbock.

Sugestão: Baden Baden Bock

bock

Weizenbock

É a versão de inverno da famosa cerveja de trigo. Suas notas que podem remeter a banana, cravo e frutas escuras.

Sugestão: Eisenbahn Weizenbock

eisenbahn

Escola Belga

Dubbel

Estilo famoso por sua Trapistas, cuja história nos leve até os monges que as produziam inicialmente. Com seu aroma carregado de frutas secas e servida em cálices, é um estilo que tem exemplares com valor um elevado comercialmente.

Sugestão: Wäls Belgian Dubbel

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Belgian Dark Strong Ale

Também chamada de Quadruppel, é um estilo potente, cujo teor varia de 8 a 11%. Com notas adocicadas, ela traz ao paladar frutas secas, além de figo e caramelo. A exemplo da Dubbel, seu preço também costuma ser elevado.

Sugestão: Delirium Nocturnum

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Escola Americana

Pumpkin Ale

Famosa e comum de se encontrar em tempos de Halloween. Esse estilo leva abóbora em sua composição, diminuindo a utilização de maltes em sua fabricação.

Sugestão: Bierland Pumpkin Ale

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American Barley Wine

Como o nome já sugere, se destaca por seu armazenamento em barris, o que lhe confere uma “vinificação”. Estilo com muita personalidade, traz consigo notas amadeiradas, além de caramelo e castanha.

Sugestão: Heilige Barley Wine

barley wine

Escola Inglesa

Stout

Com sua coloração inconfundível por conta da utilização de maltes torrados, ela traz aroma de café e chocolate. Com uma variedade de estilos, ela pode ir do Dry Stout (mais leve e seco), passando pela Oatmeal Stout (cuja aveia é utilizada), até se chegar à Imperial Stout (mais intensa).

Sugestão: Fuller’s Black Cab

black cab

Scotch Ale

Como o nome já entrega, esse estilo nasceu na Escócia. Também conhecido por Wee Heavy, ele possui malte marcante, trazendo consigo um leve calor alcoólico e dulçor. Ainda que ela desça docemente no paladar, não se deixe enganar. Seu teor está entre 6,5 e 10%, o que pode fazer com que um copo seja suficiente na noite.

Sugestão: Tennent’s Scotch Ale

tennents

Um brinde ao inverno e a essas maravilhosas cervejas que tanto nos aquecem. Cheers!!

Os intrusos no rol de campeões de Portugal

O Campeonato Português, a exemplo de muitos outros no mundo, é dominado por um pequeno grupo de clubes que, a cada temporada se alternam no posto de campeão.

No país, Porto, Benfica e Sporting são os maiores vencedores da liga, sendo que nas últimas temporadas a disputa tem se concentrado apenas entre os Encarnados e os Dragões.

Para se ter uma ideia do domínio destes clubes, das 85 edições do campeonato realizadas, o títulos de campeão português ficou com algum deles em 83 oportunidades.

O Benfica é dono de 37 títulos, o Porto tem 28, enquanto o Sporting soma 18 taças.

Os dois títulos restantes foram vencidos por dois modestos clubes que, em diferentes momentos da história ousaram se intrometer no rol de campeões de Portugal.

Belenenses

O Belenenses é um tradicional clube de Lisboa, sendo a quarta equipe com mais participações no campeonato nacional, atrás somente dos três grandes do país.

Por muito tempo a equipe integrou o grupo dos grandes, somando três títulos do Campeonato de Portugal, além de outros três da Taça de Portugal.

No entanto, a maior conquista da equipe do Bairro de Belém aconteceu na distante temporada 1945/1946.

belenenses

Naquela ocasião, o terceiro clube de Lisboa, que já somava seus três títulos do Campeonato de Portugal, fez história ao vencer seu primeiro, e até agora único, troféu da liga nacional.

Em uma disputa que se seguiu até a última rodada, o Belenenses superou a equipe do Sporting Lisboa e Elvas, filial do seu rival local, fora de casa.

Com uma vitória de virada, a equipe de Belém superou seu rival no campo e o clube matriz na tabela de classificação.

O Campeonato Português daquela temporada teve o Belenenses campeão com 38 pontos conquistados, contra 37 pontos do vice, Benfica.

campeoes belenenses

Após o título do clube do Bairro de Belém, foram necessários 55 anos para que uma outra equipe conseguisse quebrar a hegemonia e o revezamento de títulos entre os três grandes do país.

Boavista

No início do século XXI, outro clube conseguiu se intrometer no rol de campeões de Portugal.

O Boavista se localiza na cidade do Porto, lar da equipe de mesmo nome.

Por muito tempo, o segundo time da cidade viveu sob a sombra dos Dragões. No entanto, mesmo antes de conquistar seu título nacional, os Axadrezados já vinham fazendo campanhas de destaque no país.

O clube já reunia cinco títulos da Taça de Portugal e participava com frequência dos torneios europeus.

O ápice da equipe do Boavista veio na temporada 2000/2001.

boavista campeão

Com um elenco com jogadores pouco conhecidos, aposta do clube, os Axadrezados fizeram uma campanha irretocável, perdendo apenas três partidas durante todo o campeonato.

Ao final das 34 rodadas, a equipe terminava o torneio apenas um ponto à frente do rival Porto, tendo se dado ao luxo, inclusive, de ser derrotado pelo rival no último jogo do campeonato.

BOAVISTA 03

Dessa maneira, o Boavista escrevia seu nome no futebol do país, sendo a segunda equipe a se intrometer no rol de campeões, que desde então, só tem visto os três grandes erguendo a taça da liga portuguesa.

Campeonato Espanhol: Conheça a história e todos os campeões

A Espanha é outro país a abrigar um forte campeonato.

Ainda que o país viva da dicotomia Real Madrid x Barcelona, o futebol espanhol também é o lar de grandes e vitoriosas equipes.

O início

Criada em 1929, a Liga Nacional de Futebol Profissional é mundialmente conhecida somente por “La Liga”.

Em seus 91 anos de existência, o campeonato recebeu 62 clubes para a sua disputa.

A ideia para sua criação surgiu em 1927, por meio de José María Acha, dirigente do Arenas Club de Getxo.

Após discussões sobre a forma de disputa e os clubes que iriam integrar o campeonato, a Federação Espanhola chegou à seguinte definição:

O jogos seriam disputados em turno e returno, com 18 rodadas.

Barcelona, Real Madrid, Athletic Bilbao, Real Sociedad, Arenas Club de Getxo e Real Unión, foram escolhidos por serem vencedores da Copa do Rei; Atlético de Madrid, Espanyol e Europa escolhidos pelo vice-campeonato da Copa do Rei e o Racing Santander, que se classificou após vencer uma etapa eliminatória, seriam os dez clubes na disputa da primeira edição.

A disputa inaugural teve como campeão o Barcelona, que após a disputa das 18 rodadas terminou dois pontos à frente do Real Madrid.

barcelona
Time do Barcelona campeão em 1929

 

No entanto, as primeiras edições do campeonato teve como clube dominante o Athletic Bilbao, vencedor nos anos 1930, 1931, 1934 e 1936.

A competição seguiu de forma ininterrupta até início da Guerra Civil na Espanha, que ocorreu entre 1936 e 1339.

Retorno pós-guerra e consolidação dos campeões

Com o retorno do campeonato para a temporada 1939/1940, novos clubes surgiram com potencial para vencer o torneio.

Entre eles estavam o próprio Barcelona, além de Valencia e Atlético de Madrid.

No entanto, com o passar dos anos, logo a Liga passou a ser dominada pelo clube catalão e pelo Real Madrid.

O Real Madrid se tornou dominante no cenário nacional após passar a contar com o apoio da ditadura de Franco, vencedor da Guerra Civil.

Já o Barcelona ganhou força por ser o símbolo do movimento separatista do povo catalão, contrário à ditadura de Franco.

Com pequenos períodos de brilho de equipes de outras regiões, como ocorreu na década de 1980 com os clubes bascos Real Sociedad e Athletic Bilbao, o título do campeonato esteve sempre em disputa pelo clube da capital espanhola e pela equipe da Catalunha.

bilbao sociedad
Clubes bascos viveram grande momento na década de 1980

Confira todos os campeões de La Liga:

1929 – Barcelona (1)

1929–30 – Athletic Bilbao (1)

1930–31 – Athletic Bilbao (2)

1931–32 – Real Madrid (1)

1932–33 – Real Madrid (2)

1933–34 – Athletic Bilbao (3)

1934–35 – Real Betis (1)

1935–36 – Athletic Bilbao (4)

1936–37 – Guerra Civil Espanhola (Liga cancelada)

1937–38 – Guerra Civil Espanhola (Liga cancelada)

1938–39 – Guerra Civil Espanhola (Liga cancelada)

1939–40 – Atlético Aviación (Atlético Madrid) (1)

1940–41 – Atlético Aviación (Atlético Madrid) (2)

1941–42 – Valencia (1)

1942–43 – Athletic Bilbao (4)

1943–44 – Valencia (2)

1944–45 – Barcelona (2)

1945–46 – Sevilla (1)

1946–47 – Valencia (3)

1947–48 – Barcelona (3)

1948–49 – Barcelona (4)

1949–50 – Atlético Madrid (3)

1950–51 – Atlético Madrid  (4)

1951–52 – Barcelona (5)

1952–53 – Barcelona (6)

1953–54 – Real Madrid (3)

1954–55 – Real Madrid (4)

1955–56 – Athletic Bilbao (5)

1956–57 – Real Madrid (5)

1957–58 – Real Madrid (6)

1958–59 – Barcelona (7)

1959–60 – Barcelona (8)

1960–61 – Real Madrid (7)

1961–62 – Real Madrid (8)

1962–63 – Real Madrid (9)

1963–64 – Real Madrid (10)

1964–65 – Real Madrid (11)

1965–66 – Atlético Madrid (5)

1966–67 – Real Madrid (12)

1967–68 – Real Madrid (13)

1968–69 – Real Madrid (14)

1969–70 – Atlético Madrid (6)

1970–71 – Valencia (4)

1971–72 – Real Madrid (15)

1972–73 – Atlético Madrid (7)

1973–74 – Barcelona (9)

1974–75 – Real Madrid (16)

1975–76 – Real Madrid (17)

1976–77 – Atlético Madrid (8)

1977–78 – Real Madrid (18)

1978–79 – Real Madrid (19)

1979–80 – Real Madrid (20)

1980–81 – Real Sociedad (1)

1981–82 – Real Sociedad (2)

1982–83 – Athletic Bilbao (7)

1983–84 – Athletic Bilbao (8)

1984–85 – Barcelona (10)

1985–86 – Real Madrid (21)

1986–87 – Real Madrid (22)

1987–88 – Real Madrid (23)

1988–89 – Real Madrid (24)

1989–90 – Real Madrid (25)

1990–91 – Barcelona (11)

1991–92 – Barcelona (12)

1992–93 – Barcelona (13)

1993–94 – Barcelona (14)

1994–95 – Real Madrid (26)

1995–96 – Atlético Madrid (9)

1996–97 – Real Madrid (27)

1997–98 – Barcelona (15)

1998–99 – Barcelona (16)

1999–2000 – Deportivo La Coruña (1)

2000–01 – Real Madrid (28)

2001–02 – Valencia (5)

2002–03 – Real Madrid (29)

2003–04 – Valencia (6)

2004–05 – Barcelona (17)

2005–06 – Barcelona (18)

2006–07 – Real Madrid (30)

2007–08 – Real Madrid (31)

2008–09 – Barcelona (19)

2009–10 – Barcelona (20)

2010–11 – Barcelona (21)

2011–12 – Real Madrid (32)

2012–13 – Barcelona (22)

2013–14 – Atlético Madrid (10)

2014–15 – Barcelona (23)

2015–16 – Barcelona (24)

2016–17 Real Madrid (33)

2017–18 – Barcelona (25)

2018–19 – Barcelona (26)

Jogadores com mais partidas disputadas em La Liga:

1) Andoni Zubizarreta, atuando entre 1981 e 1999 defendendo Athletic Bilbao, Barcelona e Valencia: 622 jogos;

2) Raúl, atuando entre 1994 e 2010 defendendo o Real Madrid: 550 jogos;

3) Joaquín, em atividade, defendendo Real Betis, Valencia e Málaga: 544 jogos*

zubizarreta
Recordista em partidas disputas em La Liga

Maiores artilheiros de La Liga:

1) Lionel Messi, em atividade, defendo o Barcelona: 438 gols;

2) Cristiano Ronaldo, entre 20009 e 2018, defendendo o Real Madrid: 311 gols;

3) Telmo Zarra, entre 1940 e 1955, defendendo o Athletic Bilbao: 251 gols.

messi
Messi pode aumentar em muita os números de sua artilharia

Curiosidades:

  • Athletic Bilbao, Barcelona e Real Madrid são os únicos clubes que disputaram todas as edições do Campeonato Espanhol da Primeira Divisão;
  • O clube de Bilbao é conhecido por contar em seu elenco apenas com jogadores que possuam origem basca, região em que se localiza a cidade;
  • O brasileiro Diego Alves é o goleiro com o maior número de pênaltis defendidos: 22;
  • diego alves
    Goleiro brasileiro já defendeu cobranças de pênalti de Messi e Cristiano Ronaldo
  • A maior goleada registrada no campeonato aconteceu em 1931, quando o Athletic Bilbao derrotou o Barcelona por 12 a 1;