São Paulo e sua coleção de vexames

Uma vez mais o São Paulo se vê eliminado de um campeonato por uma equipe inferior.

Já virou rotina na vida do torcedor tricolor em ver sua equipe acumular fracassos.

Desse vez, o algoz foi o Mirassol, que lá atrás aprontou das suas pra cima do Palmeiras.

É um filme que se repete na história do São Paulo desde o título conquistado naquela polêmica partida contra o Tigre na Sul-Americana de 2012 que só teve um tempo disputado.

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Último título são-paulino, em 2012.

De lá pra cá, já são 20 eliminações nos diversos campeonatos que o clube do Morumbi disputou.

Algumas delas, inclusive, entraram para a história como alguns dos maiores vexames da equipe seis vezes campeã do Brasileirão.

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Créditos: Reprodução – Premiere

Eis a lista de tropeços do São Paulo até a eliminação para o Mirassol:

2013: Corinthians (semifinais do Campeonato Paulista)

2013: Atlético-MG (oitavas de final da Copa Libertadores)

2013: Corinthians (final da Recopa Sul-Americana)

2013: Ponte Preta (semifinais da Copa Sul-Americana)

2014: Penapolense (quartas de final do Campeonato Paulista)

2014: Bragantino (terceira fase da Copa do Brasil)

2014: Atlético Nacional-COL (semifinais da Copa Sul-Americana)

2015: Santos (semifinais do Campeonato Paulista)

2015: Cruzeiro (oitavas de final da Copa Libertadores)

2015: Santos (semifinais da Copa do Brasil)

2016: Audax (quartas de final do Paulistão)

2016: Atlético Nacional-COL (semifinais da Copa Libertadores)

2016: Juventude (oitavas de final da Copa do Brasil)

2017: Corinthians (semifinais do Campeonato Paulista)

2017: Defensa y Justicia-ARG (primeira fase da Copa Sul-Americana)

2018: Corinthians (semifinais do Campeonato Paulista)

2018: Atlético-PR (quarta fase da Copa do Brasil)

2018: Colón-ARG (segunda fase da Copa Sul-Americana)

2019: Talleres-ARG (segunda fase da Pré-Libertadores)

Com mais essa eliminação, a “Era Leco” no São Paulo se encerra com o clube vivendo um jejum de oito anos sem título.

O Campeonato Paulista, tão menosprezado pelos grandes que o disputam era, em tese, a maior oportunidade da equipe do Morumbi pôr um fim à seca de troféus.

Para piorar, o clube não vence o estadual desde 2005, sendo o grande há mais tempo se conquistar o torneio.

No entanto, será preciso aguardar um pouco mais para se ver o fim de tantos anos de fila.

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Crédito: Futpress

Nessa temporada, a equipe ainda disputará o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.

Na Libertadores, o clube está no grupo D, lutando por uma vaga na próxima fase.

Ainda assim, parece improvável que o técnico Fernando Diniz consiga vencer alguma dessas competições, sendo incerta a sua permanência no comando da equipe após outro vexame tricolor.

VEJA MAIS:

Resumão Premier League 2019/2020

O vexame do Forest é compatível com o seu tamanho de sua história

Parecia uma simples missão para o Nottingham Forest. Nos últimos dois jogos que lhe restavam na temporada, bastava empatar um.

Caso não conseguisse, ainda assim seu adversário deveria vencer seus dois jogos e ainda conseguir tirar uma grande diferença no saldo de gols.

Em tese, a vaga da equipe de Nottingham para a disputa dos playoffs parecia garantida.

No entanto, o futebol nos reserva grandes surpresas , e algumas delas se apresentam como um roteiro de uma trágica epopeia.

Sim, o Forest conseguiu construir o pior dos cenários para sua sofrida torcida, que há 21 anos se vê fora da elite inglesa.

Na reta decisiva do campeonato, a equipe teve uma sequência de seis jogos sem vitórias, colecionando três empates e três derrotas.

A queda de rendimento do time nos momentos finais da Championship já faria com que o bicampeão da Liga dos Campeões entrasse em baixa na disputa dos playoffs.

Contudo, o Forest conseguiu a maior e pior das façanhas.

Na última rodada, jogando em casa, a equipe sucumbiu de maneira vergonhosa para o Stoke City, que a essa altura só cumpria tabela já que não aspirava mais nada no torneio.

Aliada à acachapante derrota por 4 a 1, o Forest ainda foi castigado duplamente pelo mesmo placar, já que seu rival direto pela vaga nos playoffs, Swansea, golear o Reading jogando fora de seus domínios.

Créditos: BBC

No mesmo período de seis jogos a equipe de Gales conseguiu somar quatro vitórias, um empate e somente uma derrota.

Ainda assim, a equipe galesa precisaria reverter uma grande desvantagem no saldo de gols. Missão cumprida, para total surpresa e euforia de seus torcedores que conseguiram alcançar a improvável última vaga.

Pelos lados do Nottingham, fica a sensação de ter falhado mais uma vez na busca pelo acesso.

No entanto, dessa vez, o vexame do Forest é gigante, compatível com suas glórias e tradição.

Será doído juntar os cascos e disputar mais 46 jogos na próxima temporada para tentar retornar à Premier League.

Créditos: Getty

Servirá como inspiração ao clube o atual campeão Leeds, que uma temporada antes do título viu seu sonho ruir ao falhar na disputa dos playoffs.

O Forest merece a Premier League, e vice-versa.

VEJA MAIS: Leeds de volta à Premier League!

A um passo (ponto) da glória e alívio

Um ponto. Isso é o que separa o Leeds United do seu retorno à Premier League.

Já são 16 anos longe da elite do futebol inglês. Nesse período o clube tricampeão inglês ainda se viu vivendo o pesadelo de três temporadas seguidas jogando a terceira divisão.

O torcedor dos Whites viveu tempos difíceis todos esses anos. Fato!

No entanto, com a improvável (nem tanto) chegada de um “louco” para ser o técnico, o Leeds parece ter encontrado seu rumo.

Marcelo Bielsa resgatou o espírito competitivo do clube, que há quase uma década era apenas um coadjuvante na Championship.

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O maior responsável pelo resgate do Leeds United

Logo em sua primeira temporada como treinador o clube quase conquistou o tão sonhado acesso. No enanto, a vaga, praticamente garantida, foi perdida na disputa dos playoffs, adiando o sonho do retorno ao clube dos grandes.

Foi um golpe doído, mas todos ficaram com a sensação de que era possível obter o acesso.

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Temporada passada a vaga foi perdida nos playoffs após derrota para o Derby County. Créditos: Getty

A prova disso veio na atual temporada.

Não repetindo os erros cometidos na reta final do campeonato passado, o clube agora precisa conquistar apenas mais um ponto nos próximos dois jogos para finalmente celebrar a volta à Premier League sem depender de mais ninguém.

Em 16 anos muita coisa mudou na elite inglesa. Novos grandes surgiram e conquistaram títulos, outros vivem tempos sem grande destaque e alguns buscam se consolidar como uma das principais forças do país.

O planejamento para o retorno à Premier League deve ser cuidadosamente realizado. Quem contratar, quanto investir e quem manter no elenco da próxima temporada deve se pensado em seus mínimos detalhes.

Afinal, participar apenas por uma única temporada na elite para voltar ao purgatório da segundona é tudo o que clube e torcida não desejam em suas vidas.

Os outros campeões

O Campeonato Paulista é reconhecido como um dos mais disputados torneios estaduais.

Atualmente há amplo domínio dos chamados “quatro grandes”, detentores do maior números de títulos.

No entanto, diversas equipes já puderam provar da glória de conquistar o principal título do futebol paulista.

Eis os outros campeões de São Paulo:

Club Athletico Paulistano

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Sediado na capital Paulista, o Paulistano é um clube poliesportivo.

Atualmente sua modalidade mais forte é o basquete.

No entanto, a equipe ainda é a maior vencedora do Paulistão se não levar em conta Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo.

O Paulista reúne respeitáveis 11 títulos do campeonato paulista: 1905, 1908, 1913, 1916, 1917, 1918, 1919, 1921, 1926, 1927, 1929

O clube se manteve na disputa do campeonato até a profissionalização do esporte, quando optou por se manter como equipe amadora.

São Paulo Athletic Club

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Clube que teve como mais ilustre jogador Charles Miller, o SPAC conseguiu conquistar quatro títulos do campeonato paulista: 1902, 1903, 1904, 1911.

Sua última participação no torneio foi em 1912. Tudo isso por conta do profissionalismo não-oficial que já existia na Liga, que ainda era considerada “amadora”.

Por conta disso e também pelo fato do estatuto do clube pregava o amadorismo completo, o SPAC decidiu abandonar a disputa.

Atualmente, o clube é uma das principais equipes de rugby do país.

Associação Portuguesa de Desportos

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Único clube da capital, com exceção do Trio de Ferro a vencer Campeonato Paulista e ainda estar em atividade.

A Portuguesa conquistou o título de campeã paulista em três oportunidades: 1935, 1936 e 1973.

Atualmente, longe de viver seus melhores dias, o clube do Canindé busca retornar para elite campeonato estadual, competição que não disputa desde o seu rebaixamento na edição de 2015.

Além disso, a equipe busca retornar às competições nacionais, tendo a Copa Paulista como principal caminho.

Associação Atlética das Palmeiras

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A equipe sediada em São Paulo teve pouco tempo de existência.

Fundada em 1902, a Atlética das Palmeiras encerrou suas atividades em 1929.

No entanto, durante esse período o clube conseguiu conquistar por três vezes o campeonato paulista: 1909, 1910 e 1915.

Após a ruptura dos clubes por conta do impasse sobre a profissionalização do esporte, a equipe se manteve em torneios amadores por alguns anos até suas atividades se tornarem onerosas endividando o clube, que acabou optando por encerrar suas atividades.

Sport Club Germania

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Tradicional equipe da cidade de São Paulo que, a exemplo do antigo Palestra Itália (atual Palmeiras), teve de alterar seu nome por conta da Segunda Guerra Mundial.

Com isso, o clube passou se chamar Esporte Clube Pinheiros.

Ainda assim, no tempo em que ainda era conhecido por Germania a equipe conquistou seus dois títulos paulistas: 1906 e 1915.

Atualmente o Pinheiros é ativo em diversas modalidades, tendo abandonado a prática do futebol  por conta de sua profissionalização no ano de 1933.

Sport Club Americano

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A exemplo da Associação das Palmeiras, o Americano também esteve ativo durante um curto período.

Fundado em 1903, a equipe originalmente era sediada na cidade Santos. No entanto, em 1908 sua sede foi transferida para São Paulo.

A equipe seria extinta no ano de 1916, mas antes disso o Americano conseguiu alcançar a façanha de vencer duas vezes o campeonato paulista: 1912 e 1913, sendo ambas de forma invicta.

Sport Club Internacional

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Com papel fundamental para a criação do futebol paulista, o Internacional foi fundado no ano de 1898.

O clube sagrou-se campeão paulista por duas oportunidades: 1907 e 1928.

No ano de 1933, passando por dificuldades financeiras, decide se fundir com o Antarctica Futebol Clube, formando assim o Clube Atlético Paulista que, em 1937 se funde ao Estudantes-Paulista, sendo por fim incorporado pelo São Paulo Futebol Clube.

Associação Athlética São Bento

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Clube fundado pelo Padre Katon no ano de 1914, o São Bento esteve na disputa do campeonato paulista desde sua fundação até o ano de 1933.

Nesse período, a equipe paulistana conquistou o título do Campeonato Paulista duas vezes: 1914 e 1925.

Suas atividades permaneceram ativas até 1935, ano que foi extinto.

Ituano Futebol Clube

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Clube bastante conhecido até os dias de hoje, o Ituano foi o último clube fora do chamado “grupo dos grandes” a conquistar o título paulista.

A equipe de Itu tem em seu currículo dois campeonatos paulistas: 2002 e 2014

O seu primeiro título foi obtido na edição do campeonato que nao contava com a presença dos principais clubes do estado. Após a conquista da taça, a equipe pôde disputar o Super Paulistão daquele ano, este sim com a presença dos grandes.

Já em 2014, superou o favorito Santos da decisão do torneio.

Associação Desportiva São Caetano

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O azulão viveu seu período de glória no início dos anos 2000.

A equipe de São Caetano foi vice-campeão do Brasileirão por dois anos consecutivos (2000 e 2001).

Além disso, a equipe ficou com o vice-campeonato da Copa Libertadores da América em 2002.

No âmbito estadual, o Azulão conseguiu faturar o título de campeão paulista em 2004, após fazer um final improvável ao lado do Paulista de Jundiaí.

Clube Atlético Bragantino

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A equipe, fundada em 1928 viveu excelente fase na década de 1990.

Foi naquele período em que o clube conseguiu conquistar seu título paulista. Sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, a equipe do interior venceu o Novorizontino na “final caipira” de 1990.

Além disso, no ano seguinte o clube chegou à decisão do Campeonato Brasileiro, sendo derrotado pelo São Paulo.

Em 2019 o Bragantino associou-se com a Red Bull, adotando então como nome Red Bull Bragantino.

Associação Atlética Internacional

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Fundada em 1913, a Inter de Limeira é outro clube do interior que conseguiu conquistar o título de campeão paulista.

O feito foi alcançado na edição de 1986, quando a equipe comandada por pelo ex-jogador e ídolo do Santos, Pepe venceu o Palmeiras na decisão .

Além disso, a equipe de Limeira ainda detém o título da Série B do Campeonato Brasileiro de 1988.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pocket Paulistão

O Paulistão já tem data para voltar. Dia 22 a bola rola para a finalização de um dos principais estaduais do país.

Faltando apenas duas rodadas para o final da primeira fase, o torneio terá seis datas até que se finalmente conheça o campeão paulista de 2020.

Alguns pontos sobre a volta dos jogos:

  • Dentro de um calendário já sofrível, os clubes terão de se desdobrar para, além de dar conta da condição física de seus atletas com a volta aos treinos, tomar todos os cuidados com relação aos protocolos de segurança e ainda assim estarem sujeitos a vê-los se contaminar com o novo coronavírus;

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  • Alguns clubes ainda serão prejudicados com a decisão dos jogos só terem autorização para serem realizados em cidades que se encontram na fase amarela do plano do governo estadual. Assim, sem dúvidas haverá desigualdade na disputa das partidas, uma vez que não será possível exercer o mando de campo para todos os clubes;
  • A exemplo de todos os outros campeonatos pelo país, a edição de 2020 ficará marcada pelos efeitos da pandemia, com clubes se enfraquecendo durante o período, outros desistindo de continuar na disputa e alguns que fizeram de tudo para fazer a bola voltar a rolar a qualquer custo;
  • O nível técnico do torneio certamente será afetado, com a já baixa qualidade sendo ainda mais rebaixada;
  • Em meio aos ajustes e necessidade de se disputar todas as competições previstas no bagunçado calendário brasileiro, um dia após a disputada da final do Paulista o Campeonato Brasileiro terá seu início.

Se durante um ano todo os clubes já reclamavam da sequência de jogos, imagine o que pode acontecer com tantas partidas espremidas no calendário brasileiro…

 

Minha Vintage Ale 055987

No mundo cervejeiro existem inúmeros rótulos e marcas se oferecendo para serem provados.

No entanto, algumas marcas ou estilos, dada a sua receita, estilo e tempo de produção chegam até as prateleiras com preços elevados, longe do poder aquisitivo de muitas pessoas.

Entre alguns desses casos, temos cervejas como a Deus, os estilos da Delirium e alguns da Fuller’s.

Um estilo em especial dessa cervejaria inglesa sempre me despertou desejo de provar: o Vintage Ale.

É um estilo comemorativo, cuja primeira produção foi realizada em 1997. Nele, são utilizadas as melhores matérias-primas, tendo a intenção de se fazer uma cerveja forte e refermentada na própria garrafa.

Conforme descrito pelo site Garota IPA Beer, essa cerveja possui “coloração acobreada e levemente turva. Todas as edições apresentam características em comum, como aroma de frutas maduras e notas que lembram bolo e geleia de laranja. Na boca, são adocicadas, licorosas e aveludadas. O envelhecimento tende a amaciar ainda mais a cerveja”.

Com tantas sensações para o paladar experimentar, fica fácil entender porquê uma única garrafa dessa cerveja é encontrada com um preço elevado, acima de R$ 150.

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Com esse valor, fica difícil para o apreciador de boas cervejas ter a oportunidade de provar essa iguaria.

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Porém, vez ou outra somos brindados com gratas e maravilhosas surpresas!

Encontrar no supermercado um exemplar dessa belezinha por menos de R$ 30 era bom demais para ser verdade.

No início, pensei que a etiqueta de preço estava errada. Fui conferir no terminal de consulta. Era aquele valor mesmo!

Não pensei duas vezes. Tratei de colocar no carrinho para garantir viver a experiência de provar uma Vintage Ale da Fuller’s.

Se já achava o preço uma pechincha, a coisa ficou ainda melhor ao passar no caixa. A promoção que eu tinha ativado no aplicativo do mercado também valia para aquela garrafa.

Conclusão: Daquele preço médio de R$ 150, desembolsei pouco menos de R$ 22.

Foi a cereja do bolo.

Pude matar a curiosidade e provar pela primeira vez essa receita da Fuller’s na última sexta-feira.

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Como esperado, esse estilo não deixou a desejar em nada, algo característico de todos os outros rótulos da cervejaria londrina.

Uma experiência pra lá de satisfatória, com todas as expectativas alcançadas com folga.

Ter acesso a tamanha qualidade pagando tão pouco é algo raro de acontecer.

Ter agora em meu currículo a “prova” dessa receita, com certeza é motivo de alegria e satisfação.

Espero que semelhante situação também ocorra com outros tantos estilos e marcas de cerveja que, por conta do elevado valor, afasta a possibilidade de podermos experimentá-los.

 

 

 

 

 

Ilustres desconhecidos protagonistas

O futebol vai muito além dos grandes clubes, dos charmosos campeonatos e seus famosos jogadores.

Não. Isso é apenas só a ponta de um gigantesco iceberg.

O glamour e a glória são experiências que uma margem mínima de times e atletas podem experimentar.

O submundo da bola, os campeonatos onde muitos buscam pela primeira oportunidade é uma realidade bastante distinta daquela que vem em nossa mente quando pensamos no jogo da bola chutada.

Porém, é nesse lado pouco divulgado e conhecido do grande público que estão as melhores e não contadas histórias.

Ontem, mais um marcante episódio foi escrito.

No badalado porém vazio estádio de Wembley aconteceu o jogo decisivo que definiria qual clube seria promovido da quarta para a terceira divisão inglesa.

Em campo, Exeter City e Northampton Town.

O City jamais esteve além da terceira divisão, enquanto o Town disputou somente uma vez a elite do futebol da Inglaterra, na longínqua temporada 1965/1966.

Mesmo distante de grandes torneios, esses clubes seguem com suas atividades, longe das atenções da grande mídia, glamour da TV e grandes patrocinadores.

O jogo de ontem, sem aparente apelo e importância para a maioria foi muito marcante, não apenas pela tranquila vitória do Northampton (4 a 0), mas também pela alegria, união e sentimento dever cumprido de seus jogadores.

Conseguir o acesso para uma terceira divisão pode ser encarado por muitos como algo pequeno, digno apenas de uma nota.

Não é verdade. A emoção de se conquistar uma vaga num jogo de play-off, no maior estadio do país é o sonho de todas essas valentes equipes inglesas.

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Missão cumprida para o Northampton, de volta à terceira divisão. Crédito: BBC

Da mesma forma, deixar a última vaga escorrer por seus dedos no último momento dói, às vezes até mais que um rebaixamento.

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A decepção do lado que esteve a uma vitória do acesso. Crédito: DevonLive

É dessa forma, com esses decisivos e emocionantes jogos que grande parte das divisões inferiores de vários países são marcadas e decididas.

Os holofotes podem nem sempre estar voltados para esses momentos, mas não se pode deixar de registrar que é na parte submersa daquela imenso iceberg que emocionantes capítulos do futebol também são escritos. Na maioria desses casos, por ilustres desconhecidos.