POWER UP: AC/DC mostra que a banda ainda tem muita lenha pra queimar

Após muita espera, o AC/DC lançou POWER UP, o 17º álbum da carreira da banda.

Muitos pensavam que, após o lançamento de “Rock or Bust”, a turma de Angus Young estava nos momentos derradeiros de sua longa e bem sucedida carreira.

Afinal, aquele trabalho não contava mais com a presença de Malcolm, irmão de Angus, máquina criativa da banda que se viu obrigado a se afastar de sua paixão por conta dos problemas de demência.

Malcolm Young
Malcolm foi um dos fundadores da banda.

Além disso, o baterista Phil Rudd envolvido em um polêmico caso de polícia foi afastado da banda.

Para finalizar o péssimo momento do grupo, Brian Johnson, que há quase quarenta anos era responsável pelos vocais do AC/DC, se viu obrigado a se afastar dos trabalhos por estar prestes a perder sua audição.

Todos esses fatores negativos pareceram desmotivar Cliff Williams, que afirmou que ao final daquela turnê iria se aposentar dos palcos.

Em meio à turnê, a morte de Malcolm parecia simbolizar também, a morte da banda.

Graças a Deus, foi o oposto. A partida do ente querido serviu para reaproximar os demais membros, que se valeram do legado criativo do guitarrista para resolverem todos os seus problemas e partir para a gravação de um novo trabalho.

Missão cumprida com louvor.

Resenha: "Power Up" - AC/DC (2020)

POWER UP não deixa a desejar. Carrega consigo a essência do AC/DC. O bom velho rock’n roll executado com seus riffs característicos que, quando tocados, não nos faz perder mais de dois segundos para reconhecer os responsáveis por aquela música.

Algumas pessoas podem dizer que as faixas soam muito “iguais” e que as músicas são muito parecidas. ÓTIMO!

Afinal, foi esse estilo de compor e tocar que faz com que a banda, há mais de quatro décadas seja cultuada e venerada pelos amantes do rock.

POWER UP é a prova viva de que, em time que se ganha não se faz mudança.

Que os velhinhos do rock sigam firmes, fortes e “energizados”, mostrando que a música boa não envelhece.

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O adeus a outro gigante

O tempo é implacável! Mais um gigante deixa de viver entre nós.

Sim, minhas referências musicais estão partindo desse mundo, deixando para nós apenas o seu legado.

É estranho. Meu gosto musical é fundamentado em sons de bandas antigas, das quais muitos artistas já faleceram.

Alguns se foram de forma precoce, partindo ainda jovens, enquanto outros se despedem após décadas contribuindo e alimentando nossos ouvidos.

No entanto, mesmo tendo em mente de que a idade e os problemas de saúde chegam a todos, sempre é triste se deparar com a notícia de que aquele que ajudou a criar sua identidade musical não poderá fazê-lo mais.

Ontem foi a vez de Eddie Van Halen partir para junto aos outros gênios do rock.

Sua contribuição para o gênero e para a música foram imensos e o seu nome já há muito tempo está gravado no hall dos deuses do rock.

Com o tapping, sua marca registrada, Van Halen se tornou um dos principais nomes por popularizar essa técnica.

Sua partida provavelmente colocará fim a mais uma banda que por tantas vezes ouvi e que resistiu ao passar dos anos e a tantas brigas e disputas.

O tempo está levando embora aqueles que me moldaram e me ajudaram a criar minha identidade musical.

É triste quando uma voz se cala, uma guitarra se despluga e uma bateria não percute.

A música e o universo do rock já sentem sua falta, e a melhor forma de te homenagear é ouvindo suas obras num alto e bom som!