Portuguesa e seu precoce fim da linha

A tão sonhada volta para a elite do futebol paulista foi adiada uma vez mais.

A tentativa de acesso da Portuguesa para a série A1 do Paulistão parou no tradicional XV de Piracicaba.

Sim, foi um balde de água fria.

As expectativas com o clube no ano de seu centenário eram enormes. Além disso, a atual gestão vinha se mostrando bastante atuante, animando o torcedor que há muito já não tinha motivos para se alegrar com o clube.

Crédito: Ronaldo Barreto/NETLUSA

A busca pelo retorno à elite do futebol paulista será retomada no próximo ano.

Enquanto isso, jogadores e comissão técnica devem juntar os cacos após a fraca atuação no duelo de ontem (14) no estádio do Canindé e buscar ter foco total na Copa Paulista.

Essa competição sem quase nenhum apelo é a única chance da Lusa retornar à disputa de competições nacionais, seja recomeçando na Série D ou tentar a sorte na Copa do Brasil.

O ressurgimento do clube ainda depende dos mesmos ingredientes dos último anos: Conquistar acessos.

A torcida, ainda machucada pela eliminação na A2, uma vez mais estará próxima do clube, mostrando que mesmo com dolorosa e inesperada queda no estadual, ainda dará todo o seu apoio para que o técnico Fernando Marchiori e seus jogadores coloquem a Portuguesa de volta no radar nacional.

Crédito: Dorival Rosa/Portuguesa

 

A última dança de Messi e Barcelona

Nesse final de semana se inicia mais uma temporada do Campeonato Espanhol.

No entanto, a La Liga 2020/2021 terá um ingrediente extra além daquela já prevista disputa entre Barcelona e Real Madrid pelo título.

A temporada que se aproxima deverá ser a última a contar com a participação de Lionel Messi.

Após 16 anos atuando pela equipe principal do Barcelona, o argentino deve fazer sua despedida do clube catalão nessa edição da liga.

Os indícios da saída do ídolo foram confirmados com o seu pedido formal para deixar a equipe blaugrana ainda nessa janela de transferências, sendo especulada a sua ida para o Manchester City.

A temporada que se aproxima deverá ser a última de Messi com a camisa do Barcelona. Crédito: Getty Images

No entanto, no intuito de evitar um litígio com o clube que o revelou, Messi aceitou permanecer no Barcelona até o final da temporada a ser disputada, podendo assim, sair de forma livre e com a imagem menos arranhada entre os torcedores da equipe.

Assim, diante da clara indicação dessa edição de La Liga ser a última a contar com o argentino, a competição ganha mais peso, aumentando o interesse e curiosidade das pessoas em acompanhar a despedida do jogador de seu clube.

Algo semelhante aconteceu em 1998, mas em outro esporte. A temporada derradeira do astro Michael Jordan com equipe do Chicago Bulls voltou à tona com o lançamento do documentário da Netflix protagonizado pela estrela da NBA, The Last Dance (Arremesso Final, no Brasil).

Astro do Chicago Bulls em sua última temporada pela equipe.

No mesmo sentido, a última temporada de Messi com a camisa do Barcelona tem tudo para ganhar ares de roteiro cinematográfico, onde nenhum detalhe sobre a “última dança” do argentino com o clube que o revelou para o mundo será perdido.

Ao final de tudo, restará a dúvida: Será que o Barcelona sentirá tanto a ausência de Messi como os Bulls ainda sentem de Jordan?

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Benvenuto a Roma, Dan

Uma partida tem mais peso do que toda uma temporada?

A temporada 2019/2020 do futebol europeu se encerrará no próximo domingo (23) com a disputa da final da UEFA Champions League.

Em campo, PSG e Bayern de Munique medirão forças em busca do principal título do futebol europeu.

O PSG chega à sua primeira decisão de liga almejando sua inédita conquista.

Já a equipe do Bayern chega à sua impressionante décima primeira decisão do principal torneio do continente e em busca de seu sexto título.

Os parisienses, turbinados pelo investimento do grupo que é proprietário do clube, apostam boa parte de suas fichas em Neymar.

O brasileiro, inclusive, se tornou a imagem da equipe nessa reta final de Champions League.

Crédito: ÀS

O lobby feito em cima do atacante para que, caso vença a Champions seja ele eleito melhor jogador do mundo é gigante.

No entanto, do outro lado está um atacante que já há tempos vem pedindo passagem para levar o prêmio que na última década se alternou entre Messi e Cristiano Ronaldo.

A temporada que Robert Lewandowski fez até aqui o coloca à frente de Neymar nessa corrida pelo título de melhor do mundo.

Crédito: Getty Images

Trazendo em números, Neymar participou de 26 jogos do PSG na atual temporada, marcando 19 gols além de ter dado nove assistências.

Sua equipe levou os três campeonatos da França (Ligue 1, Copa da França e Copa da Liga Francesa).

Do outro lado, Lewandowski também conquistou todos os títulos nacionais com o Bayern de Munique (Bundesliga e Copa da Alemanha).

O diferencial do polonês é que ele foi a campo em 46 jogos e tem a impressionante marca de 55 gols e 10 assistências.

Na Champions League, principal objetivo das equipes, Neymar tem três gols em seis jogos, além de quatro assistências enquanto Lewandowski, em nove jogos marcou 15 gols e deu seis assistências.

O polonês tem sido muito mais atuante e decisivo para sua equipe, fazendo por merecer levar o prêmio de melhor jogador do mundo.

No entanto, todos sabem do peso que uma final tem nesse balanço. Não deveria ser principal ponto, mas muitas vezes, é!

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Benvenuto a Roma, Dan

Chegou ao fim em Roma a “Era Pallotta”. Após oito anos com o clube sob sua gestão e nenhum título conquistado, a equipe agora seguirá sob o comando do também americano, Dan Friedkin.

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Dan Friedkin é o novo proprietário da Roma

O anúncio feito neste dia 17 de agosto tem mais de um significado para os romanistas.

Além de marcar o início de um novo período de gestão no clube italiano, a data também é marcada pelo aniversário de morte de Franco Sensi, último “manda-chuva” que conseguiu levar a Roma à conquista de títulos.

O período da administração de Pallotta foi marcado pela reorganização econômica do clube, equilíbrio das finanças, mas também pelo fracasso esportivo.

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Sob a gestão de Pallotta, a Roma viveu um incômodo jejum de títulos. 

De 2012 pra cá, a Roma terminou três vezes com o vice-campeonato da Serie A e um vice da Coppa Italia.

No âmbito internacional, o clube chamou atenção na temporada 2017/2018, quando alcançou uma inesperada semi-final da UEFA Champions League, tendo seu sonho interrompido pelo Liverpool.

 No entanto, justamente após a temporada onde a euforia tomou conta dos torcedores, sua gestão tratou de negociar os principais nomes daquela memorável campanha, fazendo o time cair novamente no meio dos coadjuvantes do futebol europeu.

Boa parte desses “grandes” negócios pode ser creditado ao Mago Monchi, diretor esportivo que teve uma enorme contribuição para a queda de qualidade do elenco romanista.

Os jogadores que chegaram ao clube em sua administração tiveram os mais variados resultados. Porém, boa parte dos nomes acabaram não vingando da forma esperada em Trigoria.

Alguns atletas chegaram como apostas altas, cuja decepção se mostrou igualmente elevada.

Além disso, a gestão de Pallotta também viu fracassar seu principal projeto: O estádio do clube.

Por anos, a burocracia e jogo de interesses da política romana impediu a concretização desse objetivo, o que pode ter pesado, e muito para sua decisão de vender a Roma.

Agora, com um novo proprietário, o clube “giallorosso” se prepara para o início de uma nova temporada.

Num primeiro instante é improvável a chegada de grandes nomes e investimentos pesados no elenco, afinal, na próxima temporada sequer para a Champions League a equipe irá.

Dessa forma, Friedkin deverá analisar todos os aspectos do clube, passando por uma análise de todo o elenco, podendo até negociar alguns atletas a fim de aliviar as contas.

Do atual time, poucos nomes são unanimidade. Com exceção de três ou quatro nomes, o restante do elenco não é intocável.

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Dzeko e Zaniolo são nomes que Friedkin deverá manter para a próxima temporada

Ficam os votos para que Dan Friedkin consiga reunir em sua gestão: as conquistas que foram alcançadas com Franco Sensi e a forma de gestão tão elogiada de James Pallotta.

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Quantos jogos terão que ser adiados para o Brasileirão ser paralisado?

Parabéns, querida Lusa!

Querida Lusa, chegou o tão esperado dia.
Quem diria que você estaria em pé, viva e ainda em evidência.
Eis o dia do seu centenário. Um século de muito amor, algumas conquistas e inúmeros percalços.
Muitos acharam que essa data passaria batida, que após tantos escândalos, péssimas gestões e fracas campanhas em campo, você não estaria “viva” para nos contar a história.
Confesso, temi muito que isto fosse verdade. Te ver agonizando nesses últimos anos deixou a sensação de que seu fim estava próximo.
Mas você é forte. Encontra força no empenho dos bons, que querem te ver de volta aos trilhos, saudável e forte em campo.
Nesse um século de história, raros foram os títulos. A conquista de três paulistas, dois Rio-São Paulo, além de uma Série B podem parecer pouco para os torcedores de outros times.
No entanto, você, Portuguesa, é um clube onde a paixão e afinidade são medidas não por conquistas, mas pelo sentimento que você desperta.
Os torcedores ordinários não têm o privilégio de viver com sua equipe a cumplicidade e laço familiar que temos contigo.
Nossa alegria é medida ao final de cada partida, de cada vitória, não pelas taças que por ventura você possa conquistar.
Podemos ser poucos, mas é isso que nos torna tão próximos e especiais, afinal, fazemos parte dessa grande família, como diz o seu hino.
E numa data tão especial como esta, seria impossível não estar aqui hoje pra deixar o meu parabéns e meus votos de sucesso, alegrias e por quê não, anos de glória.
Querida Lusa, como é bom poder celebrar os seus 100 anos! Parabéns e obrigado por me fazer seu torcedor.

Quantos jogos terão que ser adiados para o Brasileirão ser paralisado?

O Campeonato Brasileiro teve apenas uma rodada disputada e já mostra que, como era óbvio, seu início foi prematuro.

Não bastasse o caso de confirmação de Covid-19 em diversos atletas do Goiás no dia da estreia da equipe diante do São Paulo no último domingo (9), agora é a Série B que traz mais casos ao conhecimento da CBF, de seu público e torcedores.

Com uma delegação onde 18 atletas estão com o coronavírus, o CSA não reúne condição alguma de enfrentar a Chapecoense amanhã (12) à noite pela segunda rodada da Série B.

Assim, mais uma partida que terá de encontrar espaço no já sufocado calendário do futebol brasileiro.

Com casos notificados em diferentes clubes e de diferentes regiões do país fica claro que a volta do futebol no Brasil foi prematura, mal planejada e não levou em consideração a saúde e bem-estar daqueles que estão em sua disputa.

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Partida da 1ª rodada entre Goiás e São Paulo foi adiada após ser constatado que dez jogadores do clube goiano testaram positivo para o novo coronavírus – Crédito: Globo

Quantas partidas ainda terão que ser adiadas para que a CBF perceba que seu calendário não terá espaço para readequações e reagendamento de partidas?

Ou melhor, quantos jogadores e membros de comissões técnicas terão que ficar doentes para que alguém possa intervir e paralisar todo e qualquer evento esportivo?

O risco que os protagonistas desse esporte são expostos retrata apenas a realidade vivida pelo país.

O Brasil parece querer passar “na marra” pelo vírus e pela doença. Pelo visto, o futebol quer seguir pelo mesmo caminho.

São Paulo e sua coleção de vexames

Uma vez mais o São Paulo se vê eliminado de um campeonato por uma equipe inferior.

Já virou rotina na vida do torcedor tricolor em ver sua equipe acumular fracassos.

Desse vez, o algoz foi o Mirassol, que lá atrás aprontou das suas pra cima do Palmeiras.

É um filme que se repete na história do São Paulo desde o título conquistado naquela polêmica partida contra o Tigre na Sul-Americana de 2012 que só teve um tempo disputado.

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Último título são-paulino, em 2012.

De lá pra cá, já são 20 eliminações nos diversos campeonatos que o clube do Morumbi disputou.

Algumas delas, inclusive, entraram para a história como alguns dos maiores vexames da equipe seis vezes campeã do Brasileirão.

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Créditos: Reprodução – Premiere

Eis a lista de tropeços do São Paulo até a eliminação para o Mirassol:

2013: Corinthians (semifinais do Campeonato Paulista)

2013: Atlético-MG (oitavas de final da Copa Libertadores)

2013: Corinthians (final da Recopa Sul-Americana)

2013: Ponte Preta (semifinais da Copa Sul-Americana)

2014: Penapolense (quartas de final do Campeonato Paulista)

2014: Bragantino (terceira fase da Copa do Brasil)

2014: Atlético Nacional-COL (semifinais da Copa Sul-Americana)

2015: Santos (semifinais do Campeonato Paulista)

2015: Cruzeiro (oitavas de final da Copa Libertadores)

2015: Santos (semifinais da Copa do Brasil)

2016: Audax (quartas de final do Paulistão)

2016: Atlético Nacional-COL (semifinais da Copa Libertadores)

2016: Juventude (oitavas de final da Copa do Brasil)

2017: Corinthians (semifinais do Campeonato Paulista)

2017: Defensa y Justicia-ARG (primeira fase da Copa Sul-Americana)

2018: Corinthians (semifinais do Campeonato Paulista)

2018: Atlético-PR (quarta fase da Copa do Brasil)

2018: Colón-ARG (segunda fase da Copa Sul-Americana)

2019: Talleres-ARG (segunda fase da Pré-Libertadores)

Com mais essa eliminação, a “Era Leco” no São Paulo se encerra com o clube vivendo um jejum de oito anos sem título.

O Campeonato Paulista, tão menosprezado pelos grandes que o disputam era, em tese, a maior oportunidade da equipe do Morumbi pôr um fim à seca de troféus.

Para piorar, o clube não vence o estadual desde 2005, sendo o grande há mais tempo se conquistar o torneio.

No entanto, será preciso aguardar um pouco mais para se ver o fim de tantos anos de fila.

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Crédito: Futpress

Nessa temporada, a equipe ainda disputará o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.

Na Libertadores, o clube está no grupo D, lutando por uma vaga na próxima fase.

Ainda assim, parece improvável que o técnico Fernando Diniz consiga vencer alguma dessas competições, sendo incerta a sua permanência no comando da equipe após outro vexame tricolor.

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Resumão Premier League 2019/2020

O vexame do Forest é compatível com o seu tamanho de sua história

Parecia uma simples missão para o Nottingham Forest. Nos últimos dois jogos que lhe restavam na temporada, bastava empatar um.

Caso não conseguisse, ainda assim seu adversário deveria vencer seus dois jogos e ainda conseguir tirar uma grande diferença no saldo de gols.

Em tese, a vaga da equipe de Nottingham para a disputa dos playoffs parecia garantida.

No entanto, o futebol nos reserva grandes surpresas , e algumas delas se apresentam como um roteiro de uma trágica epopeia.

Sim, o Forest conseguiu construir o pior dos cenários para sua sofrida torcida, que há 21 anos se vê fora da elite inglesa.

Na reta decisiva do campeonato, a equipe teve uma sequência de seis jogos sem vitórias, colecionando três empates e três derrotas.

A queda de rendimento do time nos momentos finais da Championship já faria com que o bicampeão da Liga dos Campeões entrasse em baixa na disputa dos playoffs.

Contudo, o Forest conseguiu a maior e pior das façanhas.

Na última rodada, jogando em casa, a equipe sucumbiu de maneira vergonhosa para o Stoke City, que a essa altura só cumpria tabela já que não aspirava mais nada no torneio.

Aliada à acachapante derrota por 4 a 1, o Forest ainda foi castigado duplamente pelo mesmo placar, já que seu rival direto pela vaga nos playoffs, Swansea, golear o Reading jogando fora de seus domínios.

Créditos: BBC

No mesmo período de seis jogos a equipe de Gales conseguiu somar quatro vitórias, um empate e somente uma derrota.

Ainda assim, a equipe galesa precisaria reverter uma grande desvantagem no saldo de gols. Missão cumprida, para total surpresa e euforia de seus torcedores que conseguiram alcançar a improvável última vaga.

Pelos lados do Nottingham, fica a sensação de ter falhado mais uma vez na busca pelo acesso.

No entanto, dessa vez, o vexame do Forest é gigante, compatível com suas glórias e tradição.

Será doído juntar os cascos e disputar mais 46 jogos na próxima temporada para tentar retornar à Premier League.

Créditos: Getty

Servirá como inspiração ao clube o atual campeão Leeds, que uma temporada antes do título viu seu sonho ruir ao falhar na disputa dos playoffs.

O Forest merece a Premier League, e vice-versa.

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