O renascimento de Mkhitaryan na cidade eterna

Henrikh Mkhitaryan surgiu aos olhos do futebol atuando pelo Shakhtar Donetsk. Dali, o armênio transferiu-se para o Borussia Dortmund, onde seu estilo de jogo ganhou um maior holofote, tornando-se peça importante na equipe aurinegra.

Como esperado, seu bom futebol despertaria interesse de outras equipes e a sua chance de alçar um voo ainda mais alto veio na temporada 2016/2017, quando chegou ao Manchester United pelo valor de 42 milhões de libras.

Muito se esperava de Mkhitaryan na Inglaterra. No entanto, o momento ruim vivido pela equipe, aliada às frequentes lesões e longos períodos longe dos gramados acabou transformando a experiência do armênio em Manchester em algo para se esquecer.

Uma mudança para Londres surgiu na temporada seguinte. Confesso que pensei que sua sorte mudaria atuando pelo Arsenal.

Porém, o fantasma das lesões viajaram junto com Mkhitaryan e se aliaram à má-fase de seu novo clube.

Parecia que sua carreira não tinha mais nada a nos apresentar. Nem mesmo quando estava em condições de ir à campo, o inteligente meia chegava perto de criar as jogadas de ataque que fizeram sua fama.

Encostado em um clube carente de grandes pretensões, o caminho do habilidoso atleta parecia estar destinado a clubes de menor expressão e de ligas inferiores.

Eis que nesse meio tempo, inesperadamente surge a Roma, clube de tradição e que buscava se reorganizar após inúmeras contratações inexplicáveis e saídas de peças-chave do elenco.

Mais uma vez, confesso, torci o nariz para a sua contratação. Afinal, um jogador que por tantas temporadas viveu se lesionando, ficando mais tempo fora do que às disposição de seus técnicos, pouco acrescentaria à uma equipe carente de criatividade como era aquela Roma.

Errei, que bom!

Parece que na Cidade Eterna Mkhitaryan reencontrou seu bom futebol e a boa forma física, que pareciam esquecidos em Dortmund.

Suas atuações com a maglia giallorossa nos remete a seus áureos tempos, em que o habilidoso camisa 77 criava e finalizava as jogadas de ataque.

Atualmente, sua presença entre os titulares é inquestionável. Até aqui, sempre esteve apto a ir à campo. Nos dez jogos da Roma na temporada, Mkhitaryan foi essencial em nove gols, marcando quatro e dando passe para mais cinco.

Ao que parece, a união de um jogador desacreditado e um clube carente de criatividade encontraram o caminho da felicidade na cidade eterna.

Um comentário sobre “O renascimento de Mkhitaryan na cidade eterna

  1. Juntou a fome com a vontade de comer…rsss. Brincadeiras à parte, é fato que as pessoas mudam e podem surpreender, tanto positivamente quanto negativamente. Que bom que no caso do jogador Mkhitaryan ocorreram mudanças para melhor!

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