Grazie Roma!

Há tempos acompanhava o futebol sem ter o prazer de sentir a alegria que ele proporciona.

Torcer por times intermediários e sem o grande apelo da mídia faz da conquista fato raro, motivo pelo qual, quando ela vem, a emoção e a felicidade tem um alcance e um significado diferente.

Ontem, após muito tempo, tive o privilégio de poder vivê-la.

A expectativa ao acompanhar a trajetória da Roma nessa edição da Liga dos Campeões era a de, caso superasse a fase de grupos, dependendo do sorteio nos confrontos, teríamos as oitavas como ponto final.

Com muito esforço e empenho superamos essa etapa e nos colocamos entre os oito melhores times do continente.

Quis o destino termos o Barcelona como rival nas quartas.

Pronto, seriam eles os responsáveis por nos trazer de volta ao plano dos coadjuvantes do continente.

Tal pensamento se tornou ainda mais lógico após a goleada sofrida na Espanha, onde, num jogo onde o time não teve uma apresentação ruim, sofreu o castigo com o raro  fato de marcar dois gols a favor dos catalães.

Sair de lá com um 4×1 nas costas doeu, mas já era o esperado, afinal, estávamos diante de um dos favoritos ao título,

Cabia então à equipe somente fazer uma apresentação decente, evitando uma nova goleada jogando em casa, podendo, na melhor dos cenários, vencer e ser eliminada de maneira honrosa.

Mas que engano! Inesperável e maravilhoso engano!

O que se viu no Stadio Olimpico ontem foi um espetáculo, digno de ser contado e lembrado por anos e anos.

Uma apresentação de gala, onde os jogadores lutaram bravamente em busca do resultado e a torcida mostrou seu apoio durante todos os 90 minutos da partida.

O favorito Barcelona, que durante os nove jogos que havia disputado até então sofrera apenas 3 gols, na noite de ontem sofreu o mesmo número de tentos.

A Roma conseguiu buscar o placar. Não deu chances para protagonizar uma nova “romada”. Parou o poderoso ataque Messi e Suarez que ontem sequer pareciam ter entrado em campo.

A inimaginável virada aconteceu. Aquele gol de honra marcado na goleada sofrida no Camp Nou nos deu a esperança e a confiança de que o milagre não estava tão longe.

Dzeko, o responsável pelo gol de consolo do primeiro jogo, De Rossi e Manolas, que marcaram os gols contra no jogo ida, ontem foram  os responsáveis em mostrar aos mais céticos e àqueles que ridicularizam a equipe da cidade eterna que o futebol é o lugar onde o impossível e o inesperado não têm vez.

roma

O “milagre” em Roma se fez. O choro, o alívio, a felicidade e a incredulidade pediram passagem.

Após 34 anos, estamos novamente entre os quatro melhores times da Europa.

Derrubamos um gigante. Fomos gigantes! Permaneçamos assim até o fim, o futebol e a história agradecem! GRAZIE ROMA!

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