O Olímpico e eu

Roma, a cidade eterna, de muita história, riquezas e maravilhas.

Minha estadia na capital da bota me reservou ótimos passeios, além de visitas a pontos turísticos conhecidos mundialmente.

Pudemos ver como é o Coliseu, o Vaticano, as tão famosas praças e suas lindas fontes e estátuas, mas, nenhum monumento me conquistou mais do que um que nem é tão antigo assim, mas carrega também grandes histórias e momentos marcantes para muitas pessoas, o Stadio Olimpico de Roma.

06 de janeiro de 2018 foi o dia reservado para que esse marcante momento de minha história pudesse ser vivido.

Meu namoro com a A.S. Roma já é longo, começou entre 2005 e 2006, muito graças às várias partidas de PES (Winning Eleven naquela época), e também por conta de um tal Francesco Totti. (ironic mode on).

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Enfim, foi a partir dali que passei a acompanhar com maior interesse e frequência as partidas da principal equipe da capital italiana e da própria Italia, tendo com o tempo criado um forte laço afetivo com ela.

Muitos jogos foram assistidos, alguns títulos foram conquistados, campeonatos quase foram ganhos.

Porém, tudo o que eu tinha vivido até então estava restrito apenas pela “emoção transmitida” através da televisão, do notebook e do celular.

Ainda me faltava a experiência de viver a emoção ao vivo, ver a amada Roma jogando no Olímpico de Roma.

Faltava…

A jornada se iniciou na tarde mais fria durante nossa estadia em Roma, lá na linha 910 da rede urbana de ônibus. Lá fizemos amizade com um outro brasileiro, Moisés, que também rumava para o Olímpico para ver a Roma em campo.

A conversa sempre tinha uma pausa em cada parada do ônibus. Vai que a gente perde o ponto!

Felizmente passamos longe de errar nossa parada. O imenso Olímpico saltava aos nossos olhos através da janela do circular.

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A emoção vai aumentando. A vontade de entrar logo nesse templo, que já era grande, vai ficando enorme.

Ali nos arredores começa uma busca frenética. Onde fica a nossa “maledetta” entrada?!

Percorremos todo o entorno do estádio. O tempo que tínhamos de sobra ia se esgotando.

Como já era prevista, a última entrada que conseguimos alcançar, era a nossa, a Curva Nord.

Começo a ouvir locutor mexendo com a torcida, entoando cantos, animando o ambiente.

Estamos perto, falta pouco!! Mas como as coisas sempre pode dar uma piorada, por que não passamos por algumas (várias) revistas antes de podermos adentrar no palco do espetáculo?

Já escuto o anuncio da escalação do time…que agonia, o jogo vai começar!

E lá fomos, várias vezes passando pelo “cara – crachá, cara – crachá”. Nessas horas a paciência já tinha ido pro espaço e a vontade de mandar tudo mundo pra casa do “cazzo” era grande.

Passamos, agora só era preciso passar pela catraca, subir as escadas e correr pro abraço com a torcida.

Começo ouvir o hino romanista tocando. Meu coração começa a bater mais rápido. Minha esposa e parceira de aventura vê minha aflição e fala pra eu seguir na frente.

Subo aquelas escadas numa velocidade impensada enquanto já ia também cantando o hino da Roma.

Chego até a arquibancada. Fico paralisado. Meu coração que há pouco já batia intensamente, agora parecia até ser dois, tamanha a velocidade.

Entrar no Olimpico e logo de cara ficar de frente com a torcida da Curva Sud (onde ficam o Ultras, os torcedores mais fanáticos), é algo mágico, único!

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Canto o hino ainda com mais emoção, estamos no Olimpico e Roma está ali, bem na minha frente!

Pronto, só isso já me tinha valido o ingresso e a toda a jornada.

Vamos então aproveitar e finalmente assistir a Roma ao vivo.

Não é tão fácil. O jogo já começou mas ainda estou anestesiado e maravilhado com a atmosfera do estádio. Nossa torcida não para de cantar e apoiar o time em momento algum. Emendam um canto atrás de outro, seja para apoiar nossa equipe ou para simplesmente xingar o time visitante e sua pequena torcida. Pode-se dizer que os italianos são verdadeiros “gentlemen”.

Tomamos um gol…Algumas queixas, mas ao mesmo tempo o barulho da torcida também vai aumentado. O apoio e a vibração só fica maior, a energia sentida lá dentro vai passando de um por um.

Quando me dou conta também estou junto no coro, seja aquele apoiando nosso time, como aquele outro não tão educado para a torcida da Atalanta.

Mais um gol sofrido…vaffanculo! Não vamos desanimar, afinal, ainda tem muito tempo para podermos virar.

A festa que estamos participando fica ainda maior quando um jogador deles é expulso. Lá vai mais uma gentil canção dedicada para o povo de Bergamo…

Os 45 minutos iniciais se esgotam. Hora de “relaxar ” durante o intervalo do jogo. Mais algumas fotos para registrar o momento enquanto nossos colegas ao lado acendem seus charutos e cigarros de todos os tipos (eletrônico, lícitos e alguns outros suspeitos).

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O tempo do intervalo logo passa, voltemos nossas atenções e torcida para uma melhor sorte para a Roma na segunda etapa.

Não demora muito para que enfim possamos explodir em êxtase e meus pulmões me ajudem a urrar de alegria vendo a Roma marcando seu tento.

O estádio vibra, literalmente! Tá feito, vi um gol da Roma de dentro do Olimpico.

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Vamos seguir apoiando e cantando pela squadra giallorossi, agora mais do que nunca. Temos muito tempo ainda pela frente, podemos tranquilamente igualar ou até mesmo saltar à frente no placar.

Tempo, está aí algo que de fato passa mais rápido nos momentos de alegria e euforia.

45 minutos que parecem ter passado em apenas 15. A nossa festa foi feita, o apoio foi dado, mas acabamos saindo derrotados da partida.

Contudo, por mais que pareça uma muleta pra mudar o foco, o resultado da partida foi o que teve a menor importância em tudo isso.

Tomamos o ônibus para voltar para nosso hotel depois de sair do estádio com a mesma pressa de quando entramos, mas não sem antes poder adquirir mais uma lembrança desse dia tão especial.

Arrivederci, Olimpico! De fato, foi um imenso prazer poder finalmente te conhecer!

Grazie, fanática torcida romanista, por poder mostrar e me fazer sentir toda a emoção de estar perto de vocês!

Grazie Roma querida, por ser a razão de toda essa aventura e mágica experiência!

Os dias vão passando, mas o que foi vivido naquele 06 de janeiro de 2018 estará para sempre em minha memória, uma experiência que seguirá viva nos pensamentos e nas lembranças daquele estadia na cidade eterna, que eternamente estará em minha mente.

Até breve, Roma!

 

 

 

 

 

 

 

 

2 comentários sobre “O Olímpico e eu

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