Um triste fim para um novo começo

A Copa do Mundo de 2018 perdeu um pouco do seu charme. Ontem, após 60 anos, a Itália não conseguiu se classificar para um Mundial.

Um fato que pensei que jamais iria presenciar. Uma seleção com tradição imensa, que junto com Brasil, Argentina e Alemanha formam a base  do futebol mundial.

Por mais que a não classificação nos traga um sentimento de tristeza e lamentação, a perda da vaga era algo a se cogitar, uma vez que já faz dois mundiais que a “Squadra Azzurra” vem ensaiando tal vexame.

Após viver o seu ápice com a improvável conquista do Mundial de 2006, a seleção italiana nunca mais apresentou um futebol que passasse tranqüilidade e segurança para seus torcedores, sempre jogando de forma despreocupada, sem interesse e brilho.

As campanhas nas Copas da África do Sul em 2010 e aqui no Brasil em 2014 não deixaram dúvidas. Eliminações ainda na primeira fase, tendo em seu grupo, seleções de menor expressão e tradição. O único lampejo de bom futebol veio durante a Euro de 2012. Mas a goleada sofrida pela Espanha na final tratou de trazer o selecionado da velha bota novamente para a sua realidade.

Não houve evolução, não surgiram novos talentos para dar continuidade ao trabalho com a força e tradição,tão natos do futebol italiano.

O atual treinador, Giampiero Ventura não tem o lastro que se espera de um técnico de seleção, uma vez que sempre esteve à frente apenas de times pequenos e médios, não tendo a menor condição de estar à frente de um grupo tão importante.

O mais triste neste episódio foi ver um ídolo como Buffon encerrar sua carreira na seleção dessa forma, não conseguindo disputar sua sexta Copa do Mundo. Junto dele, De Rossi e Barzagli eram os únicos remanescentes daquele elenco campeão na Alemanha e que agora também trarão em suas histórias, a participação desse triste capítulo da história da Azzurra.

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Assim, com um treinador mediano, treinando jogadores medianos, a Itália agora se vê fora da disputa de uma Copa.

É uma lição que fica para que seja repensada e reorganizada toda a estrutura do futebol do país. Talvez seja preciso que os italianos voltem a praticar o seu velho futebol característico. O “catenaccio”, ainda que não seja o estilo mais belo de se jogar futebol, fez da Itália uma referência desse estilo, e foi graças a essa forma de jogar que suas glórias e títulos foram conquistados durante a história.

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Fica agora apenas o dolorido aprendizado para que então, em 2022 um novo capítulo seja escrito na história dos mundiais e na história da própria Itália.

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