A “meia” muleta

A festa protagonizada pela torcida rubro verde no último sábado não foi suficiente para embalar o time no primeiro jogo da semifinal da Copa Paulista.

O torcedor, que há tempos vem sofrendo ao acompanhar o calvário lusitano nos cenários menores do futebol brasileiro, chegou a criar, ainda que por teimosia, um fio de esperança no sucesso do time.

Contudo, como já era esperado, a equipe não conseguiu corresponder em campo e a classificação para a tão sonhada final ficou mais distante.

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Ainda que na partida tenha havido lances discutíveis que prejudicaram o time, a limitação técnica, a falta de experiência e nervosismo dos jogadores voltaram a ser decisivos na hora da verdade.

A arbitragem errou em dois lances, sendo estes, como de costume, contra a Portuguesa.

Um gol anulado quando o jogo estava 1×0 para Ferroviária, e um pênalti inexistente assinalado a favor dos visitantes minou qualquer chance de reação da equipe da casa.

Na oportunidade mais clara de diminuir o prejuízo, a chance de reação desapareceu com defesa do pênalti mal cobrado pelo atacante Guilherme Queiroz, que assim como o contra o Vila Nova, em partida decisiva na Série C, teve atuação muito abaixo do normal.

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O jogo no Canindé trouxe de volta aquele sentimento de dor, revolta e desesperança na torcida. Nos raros momentos em que o time é colocado a prova, a incapacidade e o despreparo voltam à tona, trazendo a torcida de volta à cruel realidade do dias atuais.

O placar de 2×0 ainda é reversível. A partida da volta no próximo sábado pode ser o divisor de águas para o clube, que em caso de sucesso, estaria novamente disputando uma final de campeonato, com a chance de voltar à disputa do campeonato brasileiro. Mas também pode ser a tampa do caixão lusitano que há tanto tempo os dirigentes parecem buscar.

Os erros de arbitragem continuarão existindo, porém, para quem realmente almeja o sucesso, essas barreiras devem ser encaradas como obstáculos a se superar, e não como muleta para explicar mais um fracasso.

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