A queda do M1to

Durou um semestre a aventura de Rogério Ceni à frente da comando técnico do São Paulo.

Com uma campanha irregular durante todo o período, o eterno ídolo da torcida tricolor não conseguiu desenvolver seu trabalho, deixando o comando do São Paulo após o ingresso da equipe na zona de rebaixamento do campeonato brasileiro.

Tal fato não pode ser tido como surpresa, pois desde o início dessa história, tanto clube como o técnico mostraram não estar prontos para essa empreitada.

O São Paulo vem de campanhas inconstantes nos campeonatos anteriores, sendo que já não conquista um título desde 2012.

Desde o último mandato de Juvenal Juvêncio o clube se encontra numa completa bagunça, com disputa de poder, escândalos e inúmeras vendas de jogadores.

De lá pra cá, vários foram os corajosos técnicos que tentaram botar nos trilhos s equipe tricolor, sendo que todos foram prejudicados pela instabilidade interna do clube, não tendo os ex treinadores deixado sequer um legado de suas passagens.

Do lado do M1to, recém aposentado, o que se pode ver durante essa sua experiência foi o total despreparo emocional e técnico.

Com apenas um ano de estudos e “estágios” pela Europa, ele se sentiu pronto para assumir o time de seu coração em um período que não era em nada adequado para testes em seu comando.

Desde o início Rogério adotou uma postura firme, que beirava a arrogância. Nunca admitiu as falhas de seu time e seus equívocos, vindo a rebater as perguntas e observações dos jornalistas com seus números irrelevantes sobre as partidas e seu aproveitamento nos campeonatos.

Colocou em xeque a permanência de alguns de seus jogadores, não mantendo a união do time.

Com isso, veio a se construir a figura de um homem que se via como intocável, acima do bem e do mal, acima, inclusive, do clube que dirigia.

Rogério Ceni, na sede de vir a treinar o seu time, queimou etapas no seu aprendizado, pulando direto para treinar o time principal sem ter a bagagem necessária para enfrentar esse desafio.

Conseguiu sobreviver no comando do São Paulo depois de três eliminações consecutivas de campeonatos (Paulista, Copa do Brasil e Sul Americana), algo hoje inconcebível para qualquer time do Brasil.

Contudo, ainda que tivesse com tempo disponível no calendário para treinar e apresentar um padrão de jogo após esses vexames, ele não conseguiu apresentar uma evolução no trabalho que desenvolvia.

Nos últimos dias, se viu refém da venda e compra de jogadores no decorrer do campeonato, o que veio sacramentar sua derrocada no comando tricolor, perdendo inclusive o apoio de seus auxiliares vindos do futebol europeu.

Após seis rodadas sem vitória no brasileirão, Rogério e seus jogadores se viram dentro da zona de rebaixamento, sem perspectiva de melhoras no andamento da competição.

Tal situação veio a tornar insustentável e injustificável sua permanência à frente do São Paulo, uma vez que seu trabalho não demonstrou nenhum resultado.

Somente com a sua demissão é que a bagunçada equipe do Morumbi pode tentar se ajustar para que no final do ano não esteja mais entre os quatro últimos colocados.

Agora, resta a Ceni apenas reconhecer que falhou em sua jornada. Reconhecer que não estava pronto para assumir tal função,  e por fim torcer para que o time defendeu por tantos anos saia da situação preocupante que ele mesmo colocou.

A história e a figura do goleiro artilheiro, do mito e maior ídolo do tricolor paulista jamais será apagada, mas a história do Rogério treinador, já nasceu com tudo para não dar em nada.

 

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