Suor e lama

 

Foi como o esperado. Sofrido, na raça, sem técnica ou padrão de jogo…

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A estreia da equipe da Portuguesa na série D do Campeonato Brasileiro, aquele 1 x 0 suado, serviu apenas para apresentar ao torcedor aquela velha novidade: Será uma competição difícil, tanto para se disputar como para se assistir. Não pelo alto nível e disputa por parte das demais equipes, mas sim pelo fato do nosso time tropeçar em seu despreparo, falta de critério para a montagem de um elenco equilibrado e a necessidade de se gastar pouco por conta da falta de dinheiro.

Esses argumentos apresentados não podem mais ser levados em consideração, visto que, se pararmos para analisar as demais 67 equipes que estão no campeonato, não iremos encontrar nenhuma que esteja em larga vantagem, seja ela técnica ou financeira. O que se pode encontrar em algumas delas é: planejamento, cálculo de gastos e trabalho sério que almeja vôos mais altos.

A Portuguesa precisa se libertar, varrer pra longe das Alamedas do Canindé aqueles que almejam somente o lucro e os benefícios pessoais, sacrificando sem o menor pudor a Instituição. Ela somente se encontra viva até hoje por conta de sua história, tradição e torcida.

Maltratar seus adeptos com um futebol como o apresentado contra a Desportiva é cumprir com o dever imposto pelo dirigentes a eles mesmos.

Assistindo ao jogo, não se percebe mais as placas de publicidade, apenas a bola se perdendo perto do alambrado e da pequena, mas sempre atuante torcida. Foi como estar assistindo a uma partida amadora, sem a estrutura que o clube outrora dispunha.

Ver o gol de cabeça marcado pelo veterano zagueiro estreante Gabriel Santos, em uma jogada ensaiada pelos também veteranos Leandro Domingues e Marcelinho Paraíba no início da peleja nos fez sentir aquela já conhecida falsa esperança. No resto, além de equívocos de arbitragem, não houve mais nada de positivo digno de nota. Um jogo sofrível, que castigou os bravos que encaram a chuvosa e fria noite e domingo para se fazer presente no estádio.

Assista aos “Melhores Momentos”

Que esse domingo frio, chuvoso, porém com vitória, não seja apenas mais uma exceção em nosso cotidiano. Que venham mais vitórias, de preferência sem o mesmo sofrimento, e que tenha como resultado o aumento da confiança de todos que trabalham e representam a Cruz de Avis.

 

 

 

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