A cartada final

Meados de março. O clube tido como o mais simpático pelos paulistas, hoje se encontra no seu pior momento em seus quase 97 anos de história.

No próximo fim de semana, a equipe da Associação Portuguesa de Desportos, começa sua jornada na tão “prestigiada” Série D do Campeonato Brasileiro de 2017.

Tal fato se dá pelo episódio tão nebuloso e até hoje sem resposta, o Caso Héverton, do final de 2013.

A derrocada em que o clube se viu de lá pra cá acaba por desmotivar o mais entusiasmado torcedor, que viu em pouco mais de 5 anos, o time que ama despencar temporada por temporada da elite nacional, onde permaneceu no campo, para hoje entrar para jogar partidas quase amadoras, contra equipes que nem de longe possuem a história e tradição lusitana. O fato de se encontrar em jogos de tão baixo nível técnico se dá pela falta de interesse das diretorias e dos presidentes que por ali passaram nesse período.

O torcedor, vendo o time que ama e torce, se acabando em divisões inferiores, se sente traído por parte daqueles que “administram” tal instituição, que sempre estão buscando algo em benefício próprio, desconsiderando toda e qualquer ideia que possa retirar a Portuguesa do lamaçal em que se encontra.

Faltando apenas 04 dias para o início da disputa da última divisão nacional, a machucada, reduzida e desconfiada torcida lusitana, junta os cacos mais uma vez, na esperança de finalmente poder torcer por algo mais que a salvação de mais um rebaixamento, o que nem existe nesse caso. Deve-se torcer a todo custo por uma campanha de superação e de sucesso ao final de todo o campeonato conquistando o acesso à Série C. Mais um fracasso e estaremos fora do calendário do futebol nacional no próximo ano, tendo que nos contentar com torneios estaduais sem o menor prestígio perante a mídia, o pior dos cenários.

Fica apenas o pedido de dedicação, suor e trabalho sério a todos os jogadores e comissão técnica. Representem as cores da Portuguesa de forma valente e guerreira, como se estivesse defendendo a seus pais e seus filhos.

A Portuguesa pode se encontrar no pior momento de seus 97 anos de história, mas sua torcida estará para sempre ao seu lado, ainda que morrendo aos poucos junto a seu clube.

Que essa jornada não seja o começo do fim, e sim a retomada às origens de glórias, sucesso e prestígio.

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