A gourmetização esportiva extrema

A semana se iniciou com a notícia da criação da Superliga Europeia.

Nada mais é do que a gourmetização extrema de um grupo já bastante abastado que agora se viu no direito de se isolarem em uma redoma de privilégios e nenhum respeito ao espírito competitivo.

Clubes de tradição e alguns dos novos ricos decidiram entre si, abrir mão de suas origens, do respeito a seu torcedor e o caminho percorrido para serem o que são hoje para conseguir a maior renda possível para dividir no menor número possível de interessados.

Doze grandes clubes da Europa anunciam a criação da Superliga em comunicado  | futebol internacional | ge

Não há como ver graça em um torneio onde todos os anos, quinze dos vinte participantes serão os mesmos.

Não haverá uma disputa desportiva para se chegar à conquista de uma vaga, não haverá mérito para estar naquele posto.

Sim, todos sabem que o que move o esporte atualmente é o dinheiro. Mas, buscando enxergar além do lado financeiro, as pessoas por trás dessa “bolha” deviam trazer à superfície a essência que move o esporte: A disputa, o merecimento e o reconhecimento do esforço feito para se alcançar os melhores resultados.

Caso fosse esses doze clube fundadores sempre figurarem como classificados para a fase eliminatória da Champions League, até teria um fundo de razão.

Mas não e o caso. Já tem algum tempo que Arsenal e Milan vivem dias de campanhas medianas em seus campeonatos nacionais, passando longe de um resultado que o credenciasse a uma vaga na maior competição do continente.

Essa elitização esportiva serve apenas para encher de dinheiro aqueles que já são muito mais favorecidos financeiramente do que os demais que, temporada após temporada, se reinventam e impressionam com suas estratégias esportivas para alcançar a glória esportiva e conquistar o seu direito de figurar entre os grandes.

A Superliga Europeia é apenas um reflexo da atual sociedade. Não há união, tampouco um movimento de se melhorar o cenário para o coletivo, sendo que se olha unicamente para o ganho próprio sem se importar com os demais.

A mortal fase preliminar do Campeonato Carioca 2021

O Campeonato Carioca da temporada 2021 já está rolando.

Mesmo com as competições que tiveram início no ano de 2020 ainda rolando, o estadual teve início no último final de semana.

Sim, de fato é apenas a fase preliminar, a seletiva que irá decidir qual equipe poderá ingressar na fase principal da competição.

Para essa edição, o confuso formato foi alterado, trazendo maior clareza a quem disputa e acompanha o torneio.

Mas o meu destaque fica para a fase mortal prévia, que traz nessa edição America, Americano, Cabofriense, Friburguense, Nova Iguaçu e Sampaio Corrêa.

America empata com o Sampaio Corrêa na estreia da preliminar do Campeonato  Carioca - Super Rádio Tupi
Tradicional America conta com o veterano Richarlison para tentar chegar à fase principal do Campeonato Carioca.

Essa seletiva, disputada em turno e returno levará apenas uma equipe à disputa da elite Já os demais, irão amargar o rebaixamento à divisão de acesso.

A reformulação do torneio trouxe muitas melhoras. No entanto, premiar somente um clube entre seis com o direito de disputar a elite do campeonato me soa cruel além da conta.

Sim, é verdade que não houve rebaixamento na última edição, mas não dar a cinco clubes a oportunidade de, de fato, jogar a competição com os grandes me parece um exagero.

Serão dez jogos na fase preliminar, onde um mísero ponto perdido pode selar o destino de várias equipes.

Aquele que cometer o menor número de erros, será então, membro da elite carioca.

Aos que fracassarem, restará a tentar a sorte novamente na B1 do Rio ainda em 2021.

 

90 minutos para o êxtase

A Portuguesa está a 90 minutos de dar o primeiro passo em sua longa jornada para o retorno ao futebol brasileiro.

O título da Copa Paulista ficou mais próximo após a vitória fora de casa, contra o Marília no último domingo.

Só por estar na decisão da competição, a Lusa já assegurou uma vaga em competições nacionais no próximo ano.

No entanto, somente o título lhe confere o direito de escolher entre a Série D do Brasileiro ou a vaga na Copa do Brasil.

A equipe estava ausente de torneios nacionais há três anos, tendo nesse período disputado somente competições no âmbito estadual.

Para um clube que busca retornar ao cenário principal da CBF, somente com a conquista desse modesto campeonato é que a sua participação na quarta divisão nacional estará garantida.

E o primeiro passo foi dado ontem no estádio Bento de Abreu.

Crédito: Dorival Rosa/Portuguesa

A Portuguesa parece ter reencontrado o caminho das vitórias e do bom futebol graças ao seu comandante, Fernando Marchiori.

Mesmo de longe, no isolamento imposto pelo covid-19, o treinador da Lusa segue conduzindo seus atletas para o maior objetivo da temporada.

Os jogadores se mostram comprometidos com a causa, e buscam honrar toda a história e tradição do centenário clube paulistano.

Aos sofridos torcedores, o título da modesta Copa Paulista, seria motivo de orgulho e festa, afinal, tantos foram os anos de vexames, eliminações e trabalhos catastróficos das direções que passaram pelo Canindé.

Faltam 90 minutos para o primeiro e mais importante passo do clube em anos.

Mesmo longe das arquibancadas, a festa, o apoio e a torcida dos lusitanos estará presente, nessa que pode ser sua mais comemorada conquista.

 

Uma derrota pessoal antecipada

Napoli e Roma se enfrentam em instantes no sul da Itália.

Este será o primeiro jogo da equipe napolitana pela liga nacional após a morte do maior ídolo do clube, Diego Maradona.

É uma partida especial, que carrega para os partenopei um misto de dor, orgulho, luto e gana.

Seria um jogo que eu assistiria observando a postura da equipe da casa frente a esse seu difícil compromisso.

The King of Naples

No entanto, ver a partida perdeu o encanto.

Durante toda semana, marcada pela morte do ídolo argentino, vi vários comentários maldosos, palavras de ódio e desrespeito, pela pessoa que partiu, pelo clube que ele defendeu e principalmente, pelo povo napolitano.

Pior ainda é ver essa postura, fria e cruel, ecoando no meio em que eu sentia bem, confortável.

O jogo e o que ele representa perde a importância para mim ao ver esse tipo de comportamento.

Não ter o respeito por uma pessoa, por um adversário, por um povo, não corresponde aos princípios que levo para minha vida. E o esporte, área bastante sensível para mim, não poderia ficar de fora.

A disputa de um jogo me trouxe mais um aprendizado. Infelizmente, a lição veio de uma forma indesejada. Afinal, nem aquele lugar especial, que me sentia em casa, está livre de todo o ódio e desrespeito para com o próximo.

A Roma pode até sair com a vitória de dentro do campo, mas o comportamento e a postura de seu torcedor frente ao luto do adversário vale muito mais que aqueles três pontos.

 

POWER UP: AC/DC mostra que a banda ainda tem muita lenha pra queimar

Após muita espera, o AC/DC lançou POWER UP, o 17º álbum da carreira da banda.

Muitos pensavam que, após o lançamento de “Rock or Bust”, a turma de Angus Young estava nos momentos derradeiros de sua longa e bem sucedida carreira.

Afinal, aquele trabalho não contava mais com a presença de Malcolm, irmão de Angus, máquina criativa da banda que se viu obrigado a se afastar de sua paixão por conta dos problemas de demência.

Malcolm Young
Malcolm foi um dos fundadores da banda.

Além disso, o baterista Phil Rudd envolvido em um polêmico caso de polícia foi afastado da banda.

Para finalizar o péssimo momento do grupo, Brian Johnson, que há quase quarenta anos era responsável pelos vocais do AC/DC, se viu obrigado a se afastar dos trabalhos por estar prestes a perder sua audição.

Todos esses fatores negativos pareceram desmotivar Cliff Williams, que afirmou que ao final daquela turnê iria se aposentar dos palcos.

Em meio à turnê, a morte de Malcolm parecia simbolizar também, a morte da banda.

Graças a Deus, foi o oposto. A partida do ente querido serviu para reaproximar os demais membros, que se valeram do legado criativo do guitarrista para resolverem todos os seus problemas e partir para a gravação de um novo trabalho.

Missão cumprida com louvor.

Resenha: "Power Up" - AC/DC (2020)

POWER UP não deixa a desejar. Carrega consigo a essência do AC/DC. O bom velho rock’n roll executado com seus riffs característicos que, quando tocados, não nos faz perder mais de dois segundos para reconhecer os responsáveis por aquela música.

Algumas pessoas podem dizer que as faixas soam muito “iguais” e que as músicas são muito parecidas. ÓTIMO!

Afinal, foi esse estilo de compor e tocar que faz com que a banda, há mais de quatro décadas seja cultuada e venerada pelos amantes do rock.

POWER UP é a prova viva de que, em time que se ganha não se faz mudança.

Que os velhinhos do rock sigam firmes, fortes e “energizados”, mostrando que a música boa não envelhece.

LEIA MAIS: O adeus a outro gigante

 

 

Ética e ambição

O noticiário do futebol brasileiro recebeu uma avalanche de informações sobre a eterna dança das cadeiras entre os técnicos.

Num só dia dois comandantes deram adeus a seus clubes por diferentes razões.

Eduardo Coudet se viu seduzido pelo mercado europeu, entendendo que mais vale assumir o Celta de Vigo na parte de baixo da classificação do Espanhol a continuar aqui no Brasil recebendo mais e treinando o  Internacional, atual líder do Brasileirão.

Por outro lado, Domènec Torrent conheceu a cruel realidade do futebol nacional, onde o que vale é o resultado. Foram apenas seis derrotas, mas quatro delas vieram em forma de goleada.

Sua aventura no Brasil durou pouco mais de 90 dias, e agora o espanhol se vê fora da equipe multicampeã do ano passado.

Com o posto livre no comando do clube mais badalado do momento, o Flamengo agiu rápido e confirmou no dia seguinte a contratação de Rogério Ceni.

Ceni no Flamengo: técnico chega com aval de Zico e quer 'ganhar tudo'

Ceni é um dos nomes em alta no mercado brasileiro e fazia um trabalho sólido e confortável no Fortaleza.

Fortaleza, clube que ele abandonou na metade do ano passado para se aventurar dirigir o grande e caótico Cruzeiro, naquela que ele via como grande oportunidade na carreira.

Seu tempo na Toca da Raposa foi curto. Falta de bons resultados e atrito com jogadores minaram seu trabalho e Rogério foi demitido do Cruzeiro pouco mais de mês após ter pedido demissão do Fortaleza.

Arrependido (?), voltou a comandar o Leão no mesmo campeonato, tendo dessa vez prometido cumprir seu vínculo até o fim.

No entanto, mais uma vez seduzido por um clube de “grife”, Rogério torna a abandonar no meio de um campeonato o clube que permitiu o seu retorno, para buscar um atalho em sua carreira como técnico.

Buscar um salário maior em um clube maior é algo normal e compreensível. No entanto, deve-se questionar o quanto vale a palavra, a ética e o compromisso de uma pessoa.

Rogério gosta de usar em seus discursos a falta de paciência e projetos a longo prazo nos clubes brasileiros. Porém, ao abandonar o seu posto pela segunda vez em uma equipe onde era respeitado, o “Mito” cai em contradição, e pode pagar um alto preço por sua ambição.

O renascimento de Mkhitaryan na cidade eterna

Henrikh Mkhitaryan surgiu aos olhos do futebol atuando pelo Shakhtar Donetsk. Dali, o armênio transferiu-se para o Borussia Dortmund, onde seu estilo de jogo ganhou um maior holofote, tornando-se peça importante na equipe aurinegra.

Como esperado, seu bom futebol despertaria interesse de outras equipes e a sua chance de alçar um voo ainda mais alto veio na temporada 2016/2017, quando chegou ao Manchester United pelo valor de 42 milhões de libras.

Muito se esperava de Mkhitaryan na Inglaterra. No entanto, o momento ruim vivido pela equipe, aliada às frequentes lesões e longos períodos longe dos gramados acabou transformando a experiência do armênio em Manchester em algo para se esquecer.

Uma mudança para Londres surgiu na temporada seguinte. Confesso que pensei que sua sorte mudaria atuando pelo Arsenal.

Porém, o fantasma das lesões viajaram junto com Mkhitaryan e se aliaram à má-fase de seu novo clube.

Parecia que sua carreira não tinha mais nada a nos apresentar. Nem mesmo quando estava em condições de ir à campo, o inteligente meia chegava perto de criar as jogadas de ataque que fizeram sua fama.

Encostado em um clube carente de grandes pretensões, o caminho do habilidoso atleta parecia estar destinado a clubes de menor expressão e de ligas inferiores.

Eis que nesse meio tempo, inesperadamente surge a Roma, clube de tradição e que buscava se reorganizar após inúmeras contratações inexplicáveis e saídas de peças-chave do elenco.

Mais uma vez, confesso, torci o nariz para a sua contratação. Afinal, um jogador que por tantas temporadas viveu se lesionando, ficando mais tempo fora do que às disposição de seus técnicos, pouco acrescentaria à uma equipe carente de criatividade como era aquela Roma.

Errei, que bom!

Parece que na Cidade Eterna Mkhitaryan reencontrou seu bom futebol e a boa forma física, que pareciam esquecidos em Dortmund.

Suas atuações com a maglia giallorossa nos remete a seus áureos tempos, em que o habilidoso camisa 77 criava e finalizava as jogadas de ataque.

Atualmente, sua presença entre os titulares é inquestionável. Até aqui, sempre esteve apto a ir à campo. Nos dez jogos da Roma na temporada, Mkhitaryan foi essencial em nove gols, marcando quatro e dando passe para mais cinco.

Ao que parece, a união de um jogador desacreditado e um clube carente de criatividade encontraram o caminho da felicidade na cidade eterna.

O discreto adeus de um ídolo não lembrado

Nos dias atuais, é difícil ver jogadores que durante sua carreira seguem defendendo apenas um clube.

Recentemente vimos ídolos do futebol brasileiro, como os goleiros Marcos e Rogério Ceni encerrarem suas brilhantes carreiras defendendo as cores de seus clubes de coração.

Na Europa também há casos de amor à camisa e ao time.

A Itália nos deu belos exemplos, com Paolo Maldini no Milan e Francesco Totti, na Roma.

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Porém, entre os raros casos de fidelidade e honra ao manto, o final da carreira de um jogador havia passado despercebido por mim.

O Saint-Étienne, embora ainda seja o maior campeão francês, já há muito tempo não tem espaço e reconhecimento na mídia.

E foi nessa tradicional equipe que Loïc Perrin deu os primeiros e últimos passos dentro dos gramados.

Passei a nutrir uma grande simpatia pelos Verts graças ao “Rumo ao Estrelato” do PES 2008, que me fez jogador da equipe em algumas temporadas. E no jogo, lá estava Perrin, o xerife da zaga e capitão da equipe.

Sua carreira no clube da cidade onde nasceu começou aos 12 anos, na base do St-Étienne. Em 2003 subiu para a equipe profissional, tendo acumulado 470 partidas vestindo a camisa do clube do coração.

Durante todos esses anos, raros foram os títulos: Uma taça da Ligue 2 na temporada 2003/2004 e a Coupe de la Ligue em 2012/2013.

Essa, aliás, foi uma das maiores festas feitas pelo clube, tendo em vista a sua atual posição de coadjuvante no futebol francês.

E lá, no ponto mais alto do altar da consagração, estava Perrin.

Sob o comando de seu capitão, o Saint-Étienne voltou a viver melhores dias no cenário nacional, colocando-se entre os principais times da França.

Voltar à disputa de torneios europeus também foi um marco na trajetória do clube e do jogador.

No entanto, pouco se fala a respeito dos feitos alcançados por ambos.

Talvez pelo fato da França não despertar tanto o interesse de quem acompanha o esporte ou por se tratar de uma equipe sem a mesma relevância que outros clubes possuem atualmente.

O fim da carreira de Perrin passou despercebido por mim, que só me dei conta de sua aposentadoria após não o encontrar mais entre os relacionados para uma partida na atual temporada.

E o final de sua jornada com os Verts teve um gosto amargo e ele sequer teve a oportunidade de atuar os 90 minutos.

A partida tinha tudo para selar sua carreira com chave de ouro. Afinal, tratava-se da final da Copa da França, contra o milionário Paris Saint-Germain.

A vitória, ainda que improvável, seria épica, coroando o encerramento do ciclo de 17 anos entre Perrin e Verts.

Porém, o último capítulo de sua trajetória com o St.-Etienne teve um final melancólico.

Além da derrota por 1 a 0, a decisão ficou marcada pela sua expulsão, ainda aos 30 minutos de jogo.

Com essa última imagem em campo é que, no dia seguinte à perda da final é que Perrin comunicava o fim de sua trajetória no futebol.

O esporte sempre gostou de enaltecer aqueles que escolhem vestir somente uma camisa durante toda a sua carreira.

No entanto, esqueceram de dar a Perrin o seu real valor e destaque por tudo o que fez vestindo o manto do clube de sua cidade natal. Uma pena, quem perdeu foi o futebol.

Pelé 80 anos e um legado eterno

Pelé completa hoje mais um ano de vida. Ao longo de oito décadas, o atleta do século é detentor de um legado eterno.

Para falarmos sobre ele, é preciso separar os seres:

Existe o atleta Pelé, absoluto e inquestionável dentro das quatro linhas.

Com seus inúmeros títulos, que inclui três Copas do Mundo, Pelé parece que estará sempre à frente dos postulantes ao trono de melhor da história.

Além disso, seus 1282 gols impressionam, possuindo uma larga vantagem em relação a outros extraordinários atacantes.

Do outro lado temos o Edson, personagem que, ao longo dos anos, colecionou várias polêmicas, com comentários infelizes e decisões controversas.

Ainda assim, nesse 23 de outubro, nada mais justo do que enaltecer Pelé, o homem que lá atrás, ao lado de “carnaval” e “caipirinha” virou sinônimo de Brasil.

Ao longo de 80 anos, Pelé mantém sua aura de ídolo e craque maior do esporte.

Que o mundo saiba aproveitar o tempo que resta junto do maior atleta da história.

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Shevchenko e os demais heróis da Ucrânia

O futebol sempre nos guarda novas e boas histórias.

A mais recente foi escrita hoje (13), no estádio Olímpico de Kiev.

Foi ali que a Ucrânia recebeu a Espanha para mais um embate, válido pelo Grupo A4 da Nations League.

A equipe da casa passava longe de ser favorita para o confronto, uma vez que os ucranianos jamais haviam saído vitoriosos de campo contra a equipe espanhola.

O retrospecto entre os países, iniciado somente em 2003, mostrava o cenário totalmente favorável ao país ibérico.

Em seis jogos disputados, a Espanha havia vencido cinco e empatado somente um.

No último duelo entre as seleções, os espanhóis saíram de campo com um confortável 4 a 0 para cima dos ucranianos.

Porém, nessa terça-feira, os comandados de Andryi Shevchenko conseguiram alterar o cenário.

E quiseram os deuses do futebol que fosse graças ao trabalho do ex-atacante e ídolo da seleção, que o país superasse pela primeira vez o temido rival.

Ciente de sua inferioridade técnica, a Ucrânia soube suportar as investidas da seleção rival, afinal, graças à grande exibição do goleiro Georgiy Bushchan, o time não saiu de campo novamente goleado.

Além da excelente noite do homem que fica debaixo da trave, a seleção da casa também contou com outro protagonista: Viktor Tsygankov, de apenas 22 anos, que foi o responsável por marcar o primeiro gol contra os rivais em 17 anos. Além disso, foi ele quem deu a seu país a primeira vitória sobre a poderosa Espanha.

Em um raro momento no ataque, o jogador, que entrou no decorrer na partida marcou o solitário e tão comemorado gol da vitória ucraniana.

A festa nas arquibancadas, que por lá já pode contar com um número reduzido de torcedores, soou como se o estádio estivesse completamente lotado.

Um novo triunfo pode demorar a vir, mas a festa vista hoje em Kiev será sempre lembrado pela torcida e pelo povo ucraniano.